terça-feira, 25 de agosto de 2009

FLORES NO DESERTO


Oh! Quantas saudades eu sinto de voces!
Saudades das conversas ocas
Tricotadas para encher o tempo vazio,
Das gargalhadas exageradas,
Das piadas de mau gosto,
Dos causos repetidos e repetidos,
Dos momentos de raiva
Onde deflagrávamos dez
Revoluções por minuto.

Saudades...
De verdade...
De voces!

Sigo meu caminho,
Tentando fazer parte de algo novamente,
Tentando me fazer feliz do jeito que dá!
E as saudades seguem comigo,
Em uma das muitas prateleiras dentro de mim.
Se questiono o destino
De tudo ser assim... Assim
Do jeito que a gente não quer,
Ele dá de ombros
(como sempre, aliás!)
E oferece-me seu descaso
Numa bandeja de prata!
Cuspo a cara do destino, meus amigos!
Se não posso ser feliz
Do jeito que quero ser,
Serei feliz de outro jeito!
Também nascem flores no deserto!

E sigo em frente...
Em frente...
Em frente...

8 comentários:

Denise disse...

Flores nascem de sementes boas , aposto que esta a florescer uma agorinha por aqui
carinhos

~PakKaramu~ disse...

Pak Karamu reading and visiting your blog

Fatima disse...

Que coisa mais linda!
Bjs.

Almerinda disse...

Bom dia, Gilbero!
É sempre bommmm te ler, ainda que na dor da saudade!
Fiquei encantada com a tua poesia!

Abraços

Almerinda disse...

Que feio...rsrsrs
Escrevi teu nome errado, Gilberto!hauhauhauahua

Cris disse...

Como já cantou o poeta..."ter saudade até que é bom, é melhor que caminhar vazio". abraços meu amigo!

EVELIZE SALGADO disse...

Gilberto, há tempos não passava por aqui. Vim matar a saudae, e o que encontro?...

Que texto lindo!!!

Bjinho saudoso

Débora Raquiel disse...

Sua voz trespassou a atmosfera conformista da cidade e floresceu bem no meio chão.Quanto a mim... desabrochei,não sei os outros!rss