quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

QUANDO ME CHAMARES....


Se tu me chamas, meu amor, eu vou...
Vou sem apelos, sem resistências,
Sem gritos, sem dores,
Vou natural como água que vai
Do seu afluente para o rio.
Vou cheirando o perfume das rosas,
E minha pele terá o frescor das brisas.
Estarei vestido com as cores da primavera,
E meu sorriso trará a magia da alvorada.
Trarei a pureza de uma criança no coração
E meus atos farão inveja a um santo.
Estarei como uma virgem para voce, meu amor!
Vou com o desejo com que um "beija" busca sua flor,
Isso, sou o beijo e tu és a flor!
Oh! Eu tenho o brilho das estrelas no olhar,
Minha pele respira a maciez das pétalas,
E tenho a virilidade de um jovem touro
Livre pelas pradarias.
Se tu me chamas, meu amor, eu vou...
Não por obrigação ou respeito,
Jamais por protocolos ou convenções sociais,
Vou porque te amo
E porque perto de ti quero estar!
Chamas-me, meu amor, chamas-me,
E verás que amor é o que melhor sei fazer...

domingo, 16 de dezembro de 2012

QUATRO POMBAS


Quatro pombas se aqueciam sob o sol de dezembro...
A primeira viera de longe, estava cansada,
Trazia a frustração de um amor perdido,
Que desejava ser esquecido,
Mas amor, somente se esquece por amor, nunca por mais nada.

Quatro pombas se aqueciam sob o sol de dezembro...
A segunda suspirava, sua vida era sonhar,
Sonhava com amores que ainda viriam,
Juventude e desejo eram duas forças que lhe diziam:
Que sua felicidade estava no desejar... no amar...

Quatro pombas se aqueciam sob o sol de dezembro...
A terceira tomou um gole d'água, descompromissada,
Para ela a vida era sem exageros, sem atropelos,
Vivia de suas experiências que as guardava feito novelos
E as vezes desenrolava de sua memória atravancada.

Quatro pombas se aqueciam sob o sol de dezembro...
A quarta tinha um brilho no olhar, apaixonada,
Esta sabia que somente se vive pelo amor,
Sem amor é experimentar a dor,
E, sem hesitação, se entregava à pombinha amada.

Quatro pombas se aqueciam sob o sol de dezembro...
A primeira, pelo amor fora frustrada...
A segunda, o amor desejava...
A terceira, o amor que conhecera a resignava...
E a quarta, estava apaixonada!
Todas sabiam que amar é viver,
Não amar é passar pela vida,
Conhecendo somente o nada!

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

SOBRE DEUS e sobre homens

Ficas maravilhado com tuas proezas
E se jactas vaidoso frente todos os espelhos deste mundo.
Mas to digo que tudo o que fizestes
(e fazes!!!) é debalde e loucura,
E pouco me encanta.
Tu fazes naves e com elas se lança ao espaço,
Mas um bem-te-vi faz isso
Movido apenas pelo seu desejo de ir e vir.
Teus perfumes e fragrâncias são caros
Mas não superam os eflúvios de uma rosa
Recém desabrochada.
Bebes os mais finos licores,
Porém o que mata a tua sede (e a minha!!!)
É a pura água da fonte.
Tua comida a preparas, mas não sabes
Como a gema foi posta dentro da casca,
Ou mesmo como a banana vestiu-se de amarelo.
Se preocupas tanto com o que vês e tocas,
Não percebes que o ar que te sustém
Não possui qualquer forma ou matéria.
És apenas nada,
Ainda que tua crença em voce te lance acima das nuvens.
Mostre-me o botão que faz o sol nascer,
Digas-me se fostes tu que pendurastes
Cada estrela cintilante no negro firmamento,
Se tiveres a resposta, te respeitarei.
Eu louvo o Deus criador
Que tudo fez, que tudo faz,
Tu, homem é apenas uma
Tênue sombra arrogante de tua pretensa grandeza.
Meu Deus é vivo e grande
Esta na humildade e simplicidade de todas as coisas.
Meu Deus não precisa de motivação,
Ele é a motivação.
Para Ele tudo se faz e para Ele tudo segue,
Porque esteve no princípio
E é a própria eternidade.
E tu saibas que lá encima
Tua hora já foi marcada,
E, então verás que, sem meu Deus vivo
Tu apenas és pó,
E ao pó tornarás...
Esqueça tuas proezas, então...
Elas de nada valem.

sábado, 1 de dezembro de 2012

ENQUANTO ISSO, NA PEQUENA RODOVIÁRIA...


para DRÚCILA REIS

Tudo era devagar na rodoviária da pequena cidade do interior.

Um idoso, a um canto qualquer, lia o jornal que já não era mais do dia, para alguns as novidades ainda podem ser as de ontem. No salão, o barbeiro aguardava paciente o cliente que insistia não chegar. Havia dois guichês de passagens, em um deles, uma garota debruçava-se sobre o balcão sonhando amores de verão que o sábado a noite prometia; no outro, a boca ávida de um homem quebrava as costelas de um pão francês numa bocada voraz. Na lanchonete, tudo morno, exceção ao leite que estava frio, e, até as moscas estavam pousadas preguiçosas de voar.



Nos bancos, aguardando, eram poucos os passageiros, e todos sonolentos, o dia começava entorpecido naquela manhã. Um jovem escutava música em seu celular; uma senhora tentava domar os ímpetos grosseiros do filho mal criado; um senhor carregava uma caixa de papelão levando o cachorro de estimação dentro dela, partia buscando novos ares, para ele, a família e o pobre cão encarcerado.

Entre tudo e entre todos, o mais agitado era realmente eu.


Não se percebia em minha pessoa frenesi aparente que justificasse essa afirmativa, não se notava em mim movimentação que caracterizasse meu atual estado de estímulo permanente. Os mais atentos, entretanto, se eles houvessem naquele lugar sossegado, perceberiam que tudo em mim era alegria plena, uma ebulição de sentimentos nobres que nasciam direto do meu coração e convergiam para os olhos e pelo corpo inteiro, denunciando no bom humor a felicidade que me era companheira. Tempos bons.


Sorri e quando meu ônibus chegou notei em todos na pequena estação uma movimentação algo nervosa que o coletivo instigava. Subi nele e parti e, quando já saia em busca do meu destino, voltei meus olhos para a velha rodoviária e, de repente, tudo estava normal novamente, dentro da calmaria rotineira do interior, livre dos ventos nervosos das cidades grandes.

Fechei os olhos, recostei-me na poltrona e ganhei a estrada namorando no meu íntimo a minha amada – beijei sua boca, abracei seu corpo e recitei-lhe uma dúzia de poesias improvisadas. Ah! Como é deliciosa essa agitação em meu coração...

Ilustração colhida a esmo pela internet

domingo, 21 de outubro de 2012

PEQUENA CONVERSA COM O MEU CORAÇÃO


Meu amor, tive uma conversa com meu coração...
Ele anda descompassado, rápido demais,
Anda ansioso
Tudo fazendo dentro de uma urgência desatinada.
Sentei com ele
Olhei para seus olhos sentimentais,
Observei sua respiração ofegante
E perguntei o motivo de tanta pressa...
Ele devolveu-me o olhar,
E falou com uma calma que
Enfrentava sua inquietude.
Bato mais rápido, ele me disse,
Pois que sendo mais apressado,
Eu faço o tempo passar mais ligeiro
E mais rápido eu fico perto de meu amor!!!

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

LIKE A RIVER IN THE MOUNTAINS



Quem eu fui já foi e se já foi
Não mais importa para nada.
As águas de ontem não tem poder
Para saciar a sede do amanhã.
Eu sou feito de hoje.
E o hoje é belo
Feito uma poesia do Quintana.
Eu sou o primeiro raio de sol.
Eu sou a brisa depois da chuva.
Eu sou a chuva.
Eu sou uma estrela dentro
Da primeira noite de primavera
Do último ano de minha vida.
Eu sou a gargalhada caudalosa,
Eu sou o sorriso cristalino e torrencial.
Tu me encontras nos jardins,
Eu estou no mais belo canto de pássaro.
Eu canto...
Eu canto louvores a Deus e
Poesias de amor.
Percebas! Preste bem atenção na
Mais ardorosa oração do templo,
Lá estou eu!
Eu sou esta fiel fé do crente.
Tenho em mim o calor de um abraço
E a doçura de um beijo.
Eu sou paz.
Sou madrugada.
Sou amanhecer.
Tudo tem sua hora no ser...
E sou hoje, sou amanhã,
Sou o que sou,
Sou um ser feliz.
Sereno...
Plácido...
Como um lago nas montanhas!

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

O BELO CESTO DOS ANOS


para Drúcila Reis, em 02 de outubro

Meu amor, tu colhes mais uma rosa
E a coloca em teu belo cesto dos anos,
Para voce é apenas mais um dia no jardim,
Para mim é a mais bela das flores.
E estou sentado embaixo da grande figueira
Olhando tu debruçadas sobre o teu cotidiano,
O suor pinga de tua face linda
E banha seu sorriso com o sangue do trabalho.
Vejo teus joelhos calejados
De tantas orações que dedicastes a Deus
Por todos os teus e todas as coisas,
Tua dedicação e comprometimento
Somente não é maior que tua fé.
Tu cantas uma velha canção de amor
Enquanto se entretém com uma flor
Que reclama seu toque e tua atenção.
Por onde passas deixas
Um toque de poesia sobre todas as coisas.

E na noite especial,
Após teus amigos e amigas terem
Partido cantando louvores e felicidades
Pela tua colheita.
A porta de nosso lar se fecha
E ficamos sozinhos com nossa vida.
A madrugada sorri para nós,
E as estrelas gritam "vivas" no céu negro.
Eu olho para ti
E comemoro cada dia que passei contigo.
Tu nada me dizes, nem eu a ti.
Mas na troca de olhares falamos tudo.
Eu agradeço a Deus por mais uma
Flor colocada no teu cesto de anos,
E rezo para que muitos buquês venham
Juntar-se aos já colhidos.
E, finalmente te abraço, meu amor!
É o mesmo abraço que te dei anos atrás
Quando a novidade que éramos
Fez a gente se apaixonar!
Eu comemoro nosso amor!
Eu comemoro teu aniversário!
Eu comemoro voce!
Pois voce me faz feliz neste dia especial que é teu,
E me faz mais feliz em todos os outros dias iguais
Que são nossos!!!

domingo, 30 de setembro de 2012

PEQUENO CONSELHO PARA AS MULHERES


Mulheres!
Se pudesse dar-vos um conselho diria:
Amem!!!
Com toda a força dos seus belos corações femininos!
Com toda a entrega!
Com fidelidade e com a esperança de algo bom!
Não amem jamais duvidando do amor.
O amor não conhece arreios, nem é muito educado.
O amor não bate nas portas, não pede licença
Para entrar em nossas vidas e nos tomar inteiramente.
Ele apenas chega... se apossa... da gente e do nosso coração!

Nós homens não possuímos o amor.
Nós apenas o reconhecemos em voces, mulheres!
Voces são o sol, nós a lua!
Porque a origem do amor é sempre feminina!
O masculino apenas o acolhe, o abraça,
O beija, o coloca em seu colo e o acalenta.
Ah! É fato que quando o amor encontra o masculino
Ele se transforma e fica ainda mais belo,
Porque a lei é mesmo essa,
Os diferentes se completam!

Eu duvidei do amor um dia.
Olhei para ele com a carranca da desconfiança.
Vi nele algo que não queria meu bem.
Mas o amor é generoso e paciente,
E ele conhece o melhor momento para todas as coisas.
O amor me abençoou!
Ele nasceu em meu coração como se fosse
A mais bela flor do jardim do paraíso.
E o amor me veio como uma rosa chamada Drúcila,
E descobri tudo o que podia saber sobre esse
Sentimento que nos faz mais nobres e melhores do que somos.

Eu não posso lhes garantir a felicidade, mulheres!
Ninguém pode isso, somente Deus!
Todavia, se houvesse um conselho para lhes dar,
Lhes diria para que Amem!
Pois se o amor chateia e entristece um dia...
No outro ele te mostra a maior das felicidades!

Amem, mulheres, amem!
Façam e se façam felizes!
Porque felicidade maior não há que amar e ser amado!

terça-feira, 25 de setembro de 2012

TODA A TUA VIDA...


Drúcila!!!
Quero que me prometas uma coisa:
Conte-me toda a tua vida!!!
Fale-me qual a primeira emoção que tivestes
E o que ela causou em voce?
Diga-me qual foi teu primeiro sorriso?
E pelo que suspiras, meu amor???
Quero que me conte tudo...
Seus sonhos...
Suas aspirações...
Seus desejos...
Quero saber de todos eles,
Pois que todos eles quero satisfazer.
E, quando falares das lágrimas,
E novas lágrimas vierem
Comemorar as antigas,
Eu te abraçarei meigamente,
Como se cada abraço meu
Apagasse de tua vida cada memória ruim,
E to direi que a vida é mesmo assim,
Lágrimas e sorrisos a constroem
E os dois juntos é o que faz ser o que somos!
Meu amor, tudo em ti me interessa.
Quero saber tudo sobre voce,
Todas as tuas coisas me encontram
Com o cheiro fresco da novidade
E com a atenção mais faminta.
E, quando terminares teu relato
E tua curiosidade perguntares
Sobre o que sou,
Sobre o que sinto,
Eu to direi:
Eu fui nada, hoje sou tudo,
E tudo sou por causa de voce.
Meu amor, quero te sentir,
Pois quanto mais te sinto,
Melhor eu me torno,
Melhor posso te amar!!!

sábado, 22 de setembro de 2012

SONETO QUE COMEMORA O ESCREVER


para Drúcila

Escrever deixou de ser um ato de raiva
Pacificou-se a transcrição dos meus sentimentos.
Hoje, eu acaricio e sinto cada palavra
Como se cada palavra flertasse com meu pensamento.


Mais do que nunca, hoje eu amo escrever.
Aprendi a sorrir... e sorrir é algo tão doce
Agora o texto é um caminho que amo percorrer,
Escrever é uma bússola apontando para voce.


Eu me esvaziei de dores, sofrimentos e rancores.
Tu me trouxeste o amor, a poesia e... flores.
Escrever é te ver... Te sentir... É contigo sonhar!


Não sei se meus textos são bons e belos,
Não me preocupa o mérito, busco o singelo.
Escrevo sentimento, sem outras buscas que não, te amar!

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A MAIS BELA ENTRE TODAS AS POESIAS




                                                                                                   para Drúcila Reis

Amanheci com vontade de te fazer poesia!
Mas a poesia... a poesia não me veio...
Olhei pela janela e um raio de sol escapava
Por uma fresta da cortina,
O verde não estava tão verde devido
A longa estiagem,
E os pardais faziam uma algazarra
Ocultos nas copas das árvores.
E a inspiração.... a inspiração não nascia em mim...
Como se faz poesia se a inspiração te diz não?
Fechei os olhos.
E, lembrei da noite passada.
Teu beijo.
Teu sorriso.
Tua mão delicada sobre minha pele.
Tua face colada na minha face.
Teus sonhos se misturando aos meus sonhos.
Meu coração descompassado com tua presença.
Minha felicidade dançando no palco de meu rosto.
Continuei de olhos fechados...
A poesia é mesmo assim...
Às vezes elas não nos vêm,
Não nascem em nós como margaridas nos jardins.
Mas quando penso em voce, meu amor!
Quando penso em voce...
Tudo dentro de mim floresce e canta poesia.
Meu coração se torna um sol,
Um jardim verde de relva e colorido de flores
Arranja-se em cada canto de meus sentimentos,
E todos os cânticos de pássaros comemoram
O amor que nasceu em mim.
Eu gostaria de te declamar todos os dias poesia,
Mas, quando elas não vierem,
Por rebeldia ou por estarem entretidas com
Outras coisas,
Olhes nos meus olhos e verás que
Sou todo poesia...
E, quando te beijo...
Quando te abraço...
Quando te toco de mansinho...
É poesia que estou te declamando!
Porque te amar me faz bem,
E te amar é a mais bela das minhas poesias!

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

COMO SEI QUE TE AMO...


Sei que te amo Drúcila,
toda a vez que cheiro a mais bela flor de um jardim,
e nela sinto seu aroma delicioso.
Sei que te amo
todas as manhãs quando acordo
e meu primeiro pensamento te busca onde estás.
Sei que te amo
Porque todos os dias ao adormecer
antes de a inconsciência me abençoar com o sono
meu último suspiro semeia teu nome na noite.
Sei que te amo,
Agora...
Nesta lágrima que me corre a face,
desgarrada do meu coração,
Revelando-me o amor que sinto por voce!
Sei que te amo,
Porque te sinto saudades,
mas tantas saudades,
que as sinto antes mesmo de te dizer adeus,
antes mesmo que tu partas
que eu parta...
antes que a distância se erga entre nós,
muro a separar os amantes.
Ah!!! Sinto saudades de voce
antes mesmo de pensar que vou partir...
Sei que te amo no meu olhar apaixonado!
Sei que te amo no meu olhar de poesia sobre voce!
Sei que te amo no meu olhar de amizade!
Sei que te amo no meu olhar excitado!
Meu amor, sei que te amo!
E eu te amo não é apenas retórica,
É a verdade que corre em minhas veias.
Porque o sangue me faz sobreviver,
Mas o amor é que me dá a vida,
E vida eu quero somente para te amar!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

A MADRUGADA...


para Drúcila

É madrugada...
Penso em voce agora, meu amor!
Sei que dormes, que depositas
em teu colchão todos os afazeres do dia.
Tua cabecinha linda repousas
sobre o travesseiro macio e teus
cabelos é uma cascata negra
sobre o horizonte alvo do lençol.
Teu espírito flutua sobre todas as coisas,
sereno e atento para a generosidade,
a compaixão e a solidariedade.
A noite é tão fria agora, meu amor!
E seu toque gelado arrepia minha pele,
incomoda meu corpo.
Pensar em voce me aquece!
Tua visão é a sugestão de um calor
que nunca conheci.

Fecho os olhos.
Entreabro os lábios.
A imaginação fala...
... e tudo o que ela fala
me traz seu beijo dentro
de uma madrugada fria.


E, de repente,
Não há mais noite,
nem frio,
Nem longe,
Nem perto,
na imaginação...
Voce e eu...
Estamos juntos...
Nos beijando...
Nos amando...

E, para mim...
algo me devolve a atenção
para a madrugada e seus espectros,
a vida se insiste para mim...

E tu, meu amor, acordas
movida por um instinto qualquer...
abres teus olhos insinuada
pela sugestão de um beijo...
olhas para a noite em teu quarto
(o olhar vai além...)
Sentes que fostes beijada por mim!!!

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

OS BEIJOS QUE NÃO FORAM ENTREGUES


para Drúcila

Meu amor
Onde coloco todos os beijos que não te dei?
Vamos, diga-me,
Onde coloco todos os beijos que não lhe foram entregues?
Eles estão aqui, comigo, prisioneiros
dentro de uma vontade que jamais sossega.
Eles estão aqui, dentro do meu coração,
transbordando por este cálice apaixonado.
Nada que eu faça os apascenta,
Não consigo dar-lhes paz!
Beijos não entregues
são cavalos selvagens e enfurecidos,
nada os domestica,
nada os pacifica,
nada os detém em sua fúria de existir.

Um beijo meu em voce nunca é apenas um beijo.
Um beijo meu vive dentro da poesia,
E é feito de amor e paixão!!
O desejo é apenas a estrada que ele percorre
para fazer valer sua existência:
Viver e morrer em seus lábios!

Entendes agora, a fúria dos beijos não entregues?
Quem dá o direito para se interromper a vida?
Como se diz para a natureza de alguma coisa
que quer existir - Não vivas???
Beijos não entregues é natureza morta...

Ah, meu amor!
Mas quando a magia acontece
e um beijo meu encontra a paz nos teus lábios!
Te beijo, te beijo, te beijo,
como se o milésimo fosse o primeiro,
como se cada um deles ainda guardasse
o frescor tenro da novidade,
Como se um novo dia nos fosse dado após um novo beijo,
como se fossem feitos de chocolate e derretessem em minha boca,
Como se meus lábios depositassem em teus lábios
a mais bela das orações:

- Eu te amo, meu doce amor!!!

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

QUANDO OS ANJOS DESCEM DO CÉU...


para Drúcila

Chegastes de repente,
Vinhas montada num alvo Pégaso
E ele se chamava surpresa!
Quando te tomei nos braços
tinha em meus lábios uma dúzia de poesias
que nasceram naquele instante mágico,
mas todas foram caladas em meus lábios
pelo acanhamento e pela insuficiência
da capacidade de cada uma delas.
Palavras eram pouco...
E to disse todas as poesias, meu amor,
todas elas em forma de beijos
que lhe foram atirados a esmo
com a urgência desesperada
de um homem apaixonado e saudoso.
Te beijei a face,
os lábios e a tua boca.
Te beijei as mãos como se as abençoasse
por terem concebido a magia de estares ali.

Te falei dos poemas que não puderam ser declamados,
e me dissestes que sabes que são lindos
e que tu se chateias pois que não fazes poesia...
Mas como não fazes se tudo em voce é lírico?
Tuas palavras sábias são odes dos aedos gregos.
Teus gestos são delicados como de uma maestrina
regendo a mais harmoniosa das orquestras.
Tuas ações são da mais pura generosidade,
e quando surges assim de repente,
sem que eu te espere, é como se aparecesse
o mais lindo e alado anjo do céu!
Tu fazes poesia, meu amor, tu fazes,
não com palavras e frases
enclausuradas dentro do texto.
Tua poesia é livre e colorida como as borboletas.

E, quando tu partistes,
Voando para o céu de onde vens,
me deixastes na boca o gosto da saudade.
Eu fiquei aqui, na terra,
ajuntando palavras nesta poesia que nasceu para ser tua.
E deixastes em mim
a mais bela entre todas as poesias,
a certeza de que te amo!!!!

sábado, 25 de agosto de 2012

COMO DIZER EU TE AMO...

para Drúcila

Eu queria te falar de amor.
Mas queria fazê-lo de uma forma inédita e especial
que nunca antes foi tentada ou proferida
por outro amante ou poeta.
Que o sabor da novidade desse "Eu te amo" caísse em teus ouvidos
como se fosse o mais nobre mel de Israel,
e o perfume desse amor saísse de flores
arrancadas do próprio Éden.
Que minhas palavras de amor
soassem como a mais bela canção que tu ouvistes,
e a sua poesia fosse arrebatada do coração
mais generoso e atento para as coisas sentimentais.
Eu te amo!
Cantado assim no palco de minha vontade mais profunda.
Eu te amo!
Dito assim com as veias de cada palavra pulsando
o sangue da mais pura sinceridade.
Eu te amo!
Dito como se fossem as últimas palavras de um homem,
arrancadas como se não fosse nascer mais um amanhã!
Eu te amo!
Construído nos dias mais comuns,
feito com a argamassa dos mais notáveis acontecimentos.
Eu te amo!
Leal como a aurora de um novo dia,
Fiel como uma promessa divina,
Duradouro como o brilho de um diamante!
Eu te amo!
Dito de maneira tão simples,
mas com uma emoção tão devastadora
que teu coração se regozijaria
e me amaria um pouco mais.
Porque Eu te amo dentro do acréscimo,
E só não te amo mais
porque somente um coração tenho para te amar...


Foto meramente ilustrativa retirada da internet via google

terça-feira, 21 de agosto de 2012

EU SOU O AMOR POR VOCE!!!


para Drúcila

Existe um momento que parece que todas as poesias foram feitas.
Que todas as belas frases foram proferidas.
Que todos os olhares foram enviados.
E tu beijas como se seus beijos fossem os últimos atos de tua vida.
E teus abraços transmitem o calor masculino de sua paixão,
E tuas juras de amor carregam o perfume da mais
requintada das sinceridades,
mas, ainda assim, é imperfeito,
porque teu amor e seu coração exigem sempre mais de voce.
E tu procuras o romance nas flores,
mas até mesmo ofertar flores são insuficientes
para falar do seu amor por ela!
Tudo se torna incompleto, inacabado,
incapaz de expressar sua sensibilidade e seu sentimento.
Como é que se fala de amor para a mulher da sua vida?
Esta é a pergunta que se repete em seu coração
e seus ecos torturam sua consciência
incapaz de saciá-la com uma resposta aceitável.
E tu olhas a face dela de pele macia,
e aquele sorriso ilumina voce por dentro, por inteiro!
Diante dela tu és pequeno,
e pequeno é tudo o que faz por ela!
Tu constrói e destrói mundos,
renova e transforma todas as coisas,
fazes o que pode e o que não pode,
tu gritas, sussurras, falas sobre o amor,
tu lutas e pacificas todas as lutas de todas as partes,
tu sobes montanhas
e desce até o profundo do mais fundo dos mares,
qualquer coisa é valida para provar seu amor por ela,
para mostrar que com ela a vida ganha sentido,
que todas as respostas alcançaram suas perguntas,
e as que não chegaram, isso se torna menos importante.

Existe um momento que parece mesmo
que todas as poesias foram feitas,
que escrever seu amor por ela é algo piegas e insuficiente!
Não escuta isso!!!
Sossega suas preocupações!
Pois quem ama como tu amas jamais conseguirá
ser inteiramente autêntico com a intensidade do seu amor!
Um homem deve amar sua mulher
da forma como ele sabe e entende o amor.
E tu o entendes com olhares, beijos, abraços,
com a cumplicidade dentro dos teus dias e das noites
que estarão enfileirados nas prateleiras dos anos!
Para ti, o amor é feito, dito e escrito,
testemunhado nas dezenas de poesias que fala do seu amor por ela.
Ainda que ela não conheça o tamanho do seu amor,
ela saberá que tu a amas, e
pela paixão de cada palavra tua
ela saberá que quem escreve não é mais voce
é o seu sentimento,
e todo o seu sentimento é dela!

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

QUANDO O HOMEM APRENDE A AMAR UMA MULHER...


para Drúcila

Eu já te disse isso antes
No exato momento que o amor olhou para a gente
E nos abraçou com seus braços delicados!
Tudo é tão perfeito ao teu lado e por isso,
Não quero o mais com voce,
Nem quero o menos,
Quero o igual!
Porque, meu amor,
Contigo tudo é maravilhoso
Tudo se aperfeiçoa
Como se criasse um acréscimo de sentimento
Onde ele não mais cabe!
Contigo e somente contigo
O simples deixa de ser simples,
O poético fica mágico
E o mágico se torna divino.
Aprendi a amar contigo!
E era arrogante, escrevia e falava
Sobre o amor como se o amor fosse-me
Intimo conhecido.
O que eram as poesias sem voce?
Oh, meu amor!
Eram apenas um amontoado de frases
todas bem ajustadas,
Mas contigo, se tornaram belas e formosas.
Minhas poesias eram todas virgens,
Contigo, fizeram amor pela primeira vez,
Com teu coração nos olhos delas!
Ah! eu nada sabia sobre o amor
Aprendi a amar contigo.
Me ensinastes que não precisamos de lugares paradisíacos,
Não precisamos de grandes gastos e sofisticações,
Não precisamos de comida requintada e bebidas finas,
Tudo o que precisamos é de quem amamos de verdade,
Porque o amor se constrói no outro,
Não nas coisas ao seu redor!

Meu amor, me ensinastes o que é o amor,
E isso é uma verdade.
Mas a outra grande verdade é
Que aprendo rápido,
E aprendi a te amar de uma forma tão completa
Que nunca e jamais alguém te amará como eu!

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

PARA O HOMEM QUE AMA UMA MULHER


Homem!
Antes que te nasça o amor,
antes mesmo de todo o excitamento,
cultiva, absorva, apaixona-se
pela admiração que deves ter
por tua mulher!
Admire-a no seu jeito delicado de ser,
esse jeito que ela possui sem que se afaste
da firme posição de seus valores recatados.
Admire-a por conseguir manter-se tão mulher
ainda que o suor do trabalho árduo lhe corra a face.
Admire seu sorriso, antes do seu beijo.
Admire sua generosidade, antes do seu abraço.
Aceite sua fé, antes de reverenciar o amor dela.
Reconheça que antes de fêmea, ela é mulher.
Valorize-a!
Ela é a mulher que tu amas,
é a mulher de tua vida!
Saibas disso, antes mesmo de saber que tu a amas!
Homem!
Conquistado tudo isso,
deposite no altar de seus dias mais comuns,
tendo ao centro seu amor por ela,
Um amor generoso e solidário,
que mais quer dar que receber.
E, ao se deitar para lhe fazer o amor,
neste mesmo altar,
dentro de voce peça licença
para tua admiração,
e a ame... a ame...
Delicado...
Selvagem...
Cheio de desejo e paixão.
E quando o gozo de um
for o gozo do outro.
Não haverá mais mulheres ou fêmeas,
homens ou machos,
Voces serão um, amados e amantes,
e assim seguirão pela vida inteira!


A foto é mera ilustração e foi retirada da internet!
Fonte: http://meninados-olhosdemel.blogspot.com.br/2010/03/admiracao.html

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

PARA A NOITE DE 30 DE MAIO



Eu sempre soube noite, eu sempre soube!
Porque tu me contastes teus segredos,
Tu confiastes em mim e me elegestes entre todos os outros.
Porque eu olhei dentro do teu olhar
e falei para seu coração a melhor poesia que eu tinha,
a poesia sincera que sangrou do meu sentimento de amor,
amor por voce, noite,
amor por voce!
Eu cheguei a ti de joelhos!
Meu primeiro beijo em ti teve o sabor de uma lágrima apaixonada
Meu primeiro toque em tua pele negra
produziu eletricidade que me rejuvenesceu,
e teus lábios sedosos arrancaram-me os suspiros
mais enamorados.
Eu sempre soube noite!
Sempre soube que seria tu a especial,
aquela que me distinguiria e me abençoaria
com o delicado perfume do amor!
Esse amor que me enobrece,
que me aproxima de Deus e de ti,
que me faz querer ainda mais a vida,
e que misturou dentro de mim tudo o que é teu!
Não sou mais eu, noite, não sou mais eu!!
Sou somente nós!!
E quando tu me contastes, noite,
O mistério da tua vida,
Quando sussurrastes em meu ouvido: Eu te amo!
Tu me falastes o que eu sempre soube,
desde a primeira vez que te vi.
Sempre soube que o amor nos abençoaria e
que havíamos sido feitos um para o outro!
Este é o grande mistério, noite!
O oculto tu próprio não o sabias,
e o reconhecestes em 30 de maio,
a mais mágica entre todas as noites.
E, quando cantastes o amor,
com tua face brilhante de felicidade,
entregastes este segredo apenas ao teu coração,
porque o meu já o sabia....

domingo, 5 de agosto de 2012

E, NO TERCEIRO DIA...


Ela apareceu um dia qualquer, em um destes dias enfiados na normalidade das semanas.
A mulher estava lá, entretida com seus afazeres, quando escutou da frente da casa um ganir diferente, um lamento num acorde tão especifico e tão sentimental que foi direto ao seu coração.
Quando a música do amor toca, ninguém consegue ficar impassível diante dela.
Cessou suas coisas, interrompeu sua vida e foi verificar o que acontecia.
A cachorra estava lá, sofrida, machucada, esfomeada, mal cuidada.
A mulher olhou para o animal.
O animal olhou para a mulher.
E num passe desses de magia pura, algo que não se pode explicar, o encantamento se fez entre elas e nelas.
A cadela gostou da mulher.
A mulher gostou da cadela.
E a vida de ambas estava entrelaçada para sempre.
A mulher lhe deu casa, comida, cuidados veterinários, lhe deu um endereço, uma família e uma possibilidade.
A cachorra lhe deu a única coisa que tinha, amor!
E, aquele dia normal, cinza, que estava condenado a pertencer ao mosaico de dias comuns de suas vidas, num repente, se fez especial e seria lembrado dentro da eternidade, ainda que a eternidade para a história delas, antecipa-se, fosse durar apenas três dias.
A cachorra movida por uma gratidão que se desprendia de seu coração, enroscou-se nas pernas da mulher, lambeu, acarinhou, latiu e parecia que queria transmitir para ela, com toda a força de seu ser, que lhe era grata, que já a amava.
E a mulher acariciou o animal, sorridente, feliz!
Para quem sabe amar de verdade, não existe a necessidade de protocolos ou gratificações, amar já é a maior recompensa.
Ela foi apresentada para a família, foi aceita, e num milagre a cachorra que sempre fora desprezada pelo mundo era amada e fazia parte de algo belo e honrado.
Naquela primeira noite, foi a primeira vez que a cadela dormiu sob um teto que pode chamar de lar.
Mas, o destino cobra tudo e a todos, e a primeira existência da cachorra houvera sido muito sofrida e seu corpo chegou até aquele instante deverás magoado.
As vezes, o amor e toda a sua gama variada de sentimentos bons que ele traz junto consigo é insuficiente para apagar as sequelas de um corpo torturado.
Mas, o amor nunca fracassa ao tratar as chagas do coração. 
Assim foi com Chiquinha, o nome pelo qual chamaram a cachorra.
Um dia, quando fazia compras, a mulher foi abordada pelo amigo da família que lhe avisou: Chiquinha morreu!
Tem gente que sofre e se mata por perder dinheiro e bens materiais; outros choram pelo carro acidentado; e, alguns por não ter conseguido o aumento salarial esperado.
Mas, o choro mais digno é aquele cujas lagrimas desgarram do amor.
O amor pela paixão de uma vida, pela mãe e pelo pai, por um amigo, pelo animal de estimação que compartilhou horas agradáveis e importantes da vida.
O choro na mulher veio de uma forma singela, com a mesma naturalidade que o amor houvera nascido dias antes entre elas.
E este era o terceiro dia, e foi dentro dele que Chiquinha partiu...

... porque ainda que no fim, ela conheceu a felicidade!

terça-feira, 31 de julho de 2012

BALADA DO AMOR PREMENTE


Amo-te!
Como pode querer que eu tenha calma?
Tenho urgência de ti...
Como acalmar o dragão dos desejos
Que exala seu hálito quente de dentro de mim?
Dentro de mim habita o desespero dos que amam,
Ardendo no fogo dos prazeres que me dás.
Se me pedires para falar de algo,
Falar-te-ei da angústia das horas
Em que tu vives ausente
Dos desejos da minha boca
sedenta dos teus beijos e
dos teus sabores...
Da ânsia de querer amar-te...
Dos devaneios de prazer em que te imagino...
E então entenderás
Que amo-te!
Doce e selvagemente!
Intensa e livremente!
Longe dos pudores e dos cuidados vazios,
Porque desconheço outra forma de amar,
Se não amando-te
Com a totalidade do meu ser:
Alma...
Corpo...
E Coração...

domingo, 22 de julho de 2012

CRÔNICA PARA OS QUE FORAM ANTES...



Algum tempo atrás estávamos juntos e éramos todos.
Hoje, vários se foram, e somos apenas alguns que se juntaram aos que chegaram e seguimos nesta trilha cheia de espinhos e algumas flores em que seguimos.
Hoje amanheci com saudades de todos eles.
Lembrei de alguns rostos, de alguns sonhos, de algumas obras, lembrei dos sorrisos e dos desejos que se foram com eles todos quando eles partiram.
As flores sobre os quais se deitaram murcharam pela força do tempo.
O próprio tempo apagou suas faces de algumas memórias e seus nomes repousam escritos friamente numa lápide em concreto.
E, deles, tudo o que ficou foi devorado pelos vermes.
Mas, em meu coração e em muitos outros ainda resiste essa memória doce que agora me assalta e encanta com uma saudade que acaricia meu sentimento.
Não se tem como atestar verdades nestas questões que envolvem o desconhecido, fica-me a impressão de que eles acertaram em suas existências já que as lembranças deles ainda me anima.
Se me vissem agora, veriam que uma lágrima escapa do meu rosto.
Por gentileza, não sintam compaixão por ela, por nada e por tudo, já que esta lágrima não testemunha dores ou sofrimentos, é apenas uma homenagem que sai gritada do meu coração saudoso por todos eles, todos eles que foram antes... que foram antes...

Um dia nós fomos todos.
Hoje somos apenas alguns.
Nosso lugar, assim como os do que se foram, serão tomados por outros.
E a vida seguirá sempre seu ciclo.
Uns se erguendo exuberantes e belos.
Outros caindo pois que seu tempo passou.
Mas dentro de toda a mentira que existe, pois viver é uma mentira, a verdade que abre seus longos e fortes braços sobre nós é que um dia partiremos todos.
E, no dia em que eu partir, que tudo o que tenha feito seja capaz de encher apenas uma memória, que seja suficiente para a maior de todas as verdades, erguer-me sob a mão do Senhor.
Que todos que se foram antes, estejam assim!
Amém!
Parto! Mas ainda estou por aqui...

quarta-feira, 18 de julho de 2012

DOIS PALCOS E UMA MESMA PAIXÃO


Amor, Já me dissestes que amas a forma
como te toco,
como te abraço,
como te beijo,
até mesmo a forma como te olho.


Entendas, meu amor, entendas!
Quero que saibas definitivamente
a forma como te amo neste dois palcos:
o real e o virtual,
para que conheças a matéria dessa paixão.


Aqui no virtual
eu te faço a poesia,
pois pela poesia é que te mostro
o quanto te quero,
o quanto te amo,
o quanto te quero dar prazer.


Na vida real,
a poesia diminui nas palavras
porque a poesia vem vestida
em outras roupas, meu amor!


Na vida real,
esta poesia se veste
de beijos,
abraços,
toques
olhares,
e, em ambos os palcos,
tudo em mim te ama e te quer
com a mesma intensidade que conheces!


Entendas, finalmente,
que de um jeito ou de outro
eu te faço poesia.
Num cenário com palavras,
No outro com carinhos,
mas tudo poesia,
e tudo para voce!

sexta-feira, 6 de julho de 2012

DOIS...

ela:


Quando voce goza,
é um breve momento que tento prender em minhas mãos.
É o momento que tu ficas frágil,
É como se eu pudesse ver teu coração
E isso me faz apaixonar ainda mais por voce!
Porque voce transita entre dois mundos!
Como um artista me domina
és forte,
és másculo,
e me submete a voce!
Ah! Mas depois que gozas!
Tu és doce, apaixonante,
e eu sei que faria qualquer coisa para
ter esse momento com voce!
Depois que gozas!!!
Parece que posso estar dentro de voce
e nessa hora
tu és meu de verdade!


ele:


Meu amor!
Escuta o que te digo,
pois o que digo sai pela minha boca
mas vem direto do coração!
O que falastes foi mágico,
e tenho a absoluta certeza
que jamais e em tempo algum
escutarei algo mais belo do que isso!
Tuas palavras é poesia e encantamento
e sinto o sentimento escorrer
feito mel de cada uma delas!
Te confesso ajoelhado no altar da verdade
Nunca haverá mulher para fazer amor
comigo como tu o fazes!


ela:


Me emocionei...


ele:


Não mais que eu...



quarta-feira, 4 de julho de 2012

A LUA POR TESTEMUNHA


... e ele a beijou de uma forma tão intensa que ela se encheu de uma paixão que não acreditava possuir, e esse excesso era todo dele, ele se esvaziava dentro dela.

E seus lábios percorreram sua face, seu pescoço, se deteve longamente em sua nuca, mordiscando, lambendo, beijando, brincando com sua boca na pele macia e cheirosa dela.

Enquanto isso suas mãos caminhavam vagarosamente por suas coxas poderosas e firmes, arrancando eletricidade em cada toque. Ele sentia a pele dela arrepiar-se e a cada novo arrepio nela, um outro se produzia em seu íntimo. Trocavam carícias, é verdade, trocavam mais sentimentos.

E ele a olhou nos olhos e falou de amor!
E ela o olhou nos olhos e simplesmente o beijou!
Os amantes sabiam se comunicar...

E, juntos, como se acordassem repentinamente, olharam para o céu negro e viram que a lua excitada os observava cheia de desejos.

A lua era testemunha.
A lua os invejava!

terça-feira, 3 de julho de 2012

NOVA CARTA DE AMOR PARA SER LIDA NUM NOVO DIA SEGUINTE...


republicação

Meu amor!


Não me canso de amar você...
Não me canso de fazer amor com você...
Acordei e tu já tinhas ido, apressada, para a vida e para todas as demais coisas. Deixou um bilhete ao meu lado, no mesmo lugar que, momentos antes, repousava teu corpo quente... Teu corpo quente. Li seu bilhete, primeiro com os olhos, depois com o coração. Lindo...


Eu te amo, meu amor, eu te amo!


Sei que já repeti isso uma centena de vezes somente nessa última noite de amor e que deves estar cansada de ouvir isso, mas preciso dizer tantas vezes mais, encanta-me falar sobre você, me renova e me energiza dizer que te amo.


Levanto e abro a janela.


O sol que entra toca e beija meu corpo nu, corpo que foi teu, que foi tocado e beijado por você. Sinto um arrepio intimo percorrer todo meu ser ao lembrar-me de seus beijos em mim. Excito-me com a sugestão de um pensamento do que foi... a noite... a noite... Queria te amar agora!


Sorrio, imagino-te em teu trabalho: documentos a assinar, telefonemas importantes, reuniões, decisões a tomar, diagramas e relatórios para serem analisados, uma rede de assessores trabalhando por você e para você. Por um instante, invejo seu trabalho... Por um instante apenas, porque sei que a noite serás minha novamente. O trabalho te tem na superfície, eu te possuo na intimidade.


Tomo um banho demorado, e um desjejum matinal mais demorado ainda.


Telefono-te e fico em silêncio, você também, ficamos em silêncio, sintonizados numa freqüência que é só nossa.


Eu te amo, digo-te entre suspiros e sorrisos.
Eu te amo, você responde entre sorrisos e suspiros.


Com o olhar perdido nas reminiscências saio para a rua, para a vida, para todas as demais coisas que não interessam que são compulsórias.


No caminho para o trabalho te mando flores, tuas preferidas.


Ao chegar ao meu trabalho, sobre minha mesa, flores, minhas preferidas, você as mandou.


Segue a vida, seguem as horas numa escala totalmente relativa, os dias são longos e demorados, as noites rápidas e maravilhosas, preciso encontrar uma maneira de ter você todo o tempo, meu amor, para mim... Para mim... Para mim...

domingo, 1 de julho de 2012

CARTA DE AMOR PARA O DIA SEGUINTE

     republicação
                                                                                                                                     
Meu amor!

Não consigo te dizer as coisas como deveriam ser ditas!
Em mim abriga a pequenez, não possuo a altivez dos grandes poetas, nem a fala mansa de amantes profissionais. Habita em mim o improviso e a imperfeição do coloquial. Sou feito de uma matéria que não entende a perfeição, que se assusta com ela, e que fica cego diante de sua opulência.

Tu és o contrario, minha vida!

Para você o pouco é bobagem, em ti habita o tudo e o especial, vive em você o extraordinário, flertas com delicadas carícias a perfeição. Amas com a intensidade dos vulcões, teu amor é palco e tema para as mais lindas poesias. Tua cama é um pedaço do paraíso aqui na terra, teus lençóis extensão de tuas mãos macias como veludo a acariciar este meu corpo impuro para este santuário. Amas, e o fazes baixinho, sem grandes alardes e pirotecnias tolas. Teu amor brota do seu coração doce, oculto por um par de seios que vigilantes aponta-me a todo o instante que sou eu o objeto desse amor.

Como se pode agradecer o milagre?
Como se toca o anjo que nasceu para te fazer feliz?

Tu ainda dormes, repousas e vejo teu colo respirar mansamente descansando da noite intensa de amor. Em teus lábios repousam a tranqüilidade, em tua face um sol brilha oculto somente aguardando a aurora do despertar de seus olhos lindos. Eu te amo, minha vida! Eu te amo! E é tão desesperado esse amor que tenho medo de tudo o que me separa de ti – de minha noite de sono, da hora que vou para o trabalho, do milésimo de segundo que dura o piscar de meus olhos ao te olhar sob a lua apaixonada.

Quero viver em você, de uma forma absoluta, meu amor! Quero me banhar na gota de suor que desprende de seu corpo ao me amar.
Quero repousar em seu bocejo de um tranqüilo sono da tarde.
Quero me prender no instante que dura a aproximação de nossas bocas para o primeiro beijo do dia.

Espera, vejo que acordas... Abristes os olhos, o sol se abriu para mim, teu sorriso me presenteou novamente com a visão do céu, tuas asas se abriram sobre os lençóis vermelhos de cetim, me convidas para um novo abraço e te entrego minha vida neste carinho. Eu sou teu agora, de novo e para sempre... E vamos voar sem destino e sem estações, a eternidade poderia ser um tédio se não houvesse tu a me guiar por ela, meu anjo!

sábado, 30 de junho de 2012

CARTA DE AMOR EM RASCUNHO


republicação


Fechei os olhos por um instante e sem querer, dormi profundamente. Dormi desejoso de amores que nunca tive, ou que tive e os perdi um dia para esta vida maliciosa e insidiosa. Mas o sono que me furtou a consciência me deu sonhos e nos sonhos, podemos ser super-heróis, podemos ser lacaios e senhores, os maiores vilões que ousamos ser. Ela sorriu para mim, neste sonho. Não um sorriso desses de repentes, que nascem da exigência da educação, da necessidade social. Foi um sorriso de alegria, desses que brotam da alma e desabrocham nos lábios como se rosas fossem. Todo seu rosto iluminou-se, toda a minha face refletiu este brilho único e sublime. Ela correu para mim, e abri os meus braços e a recebi com todo o carinho que pode haver neste mundo. Seus lábios encontraram-se com os meus, nossas faces roçaram-se, meu corpo todo se arrepiou com a temperatura dela, com o cheiro dela, com o frescor daquela juventude que se entregava para mim, sem maiores contemplações ou exigências.

Falamos de coisas juvenis, de pequenas coisas que se tornam grandes para os amantes. Olhamos para o mundo todo e ele cabia inteirinho dentro de nosso quarto. Abrimos a janela e a noite estava linda, mais negra, com mais estrelas, mais fresca e a lua nos sorria mais límpida e cristalina do que nunca esteve antes. A lua é mais do que uma testemunha para os que se amam, ela é uma companheira inseparável. Tomamos água fresca no mesmo copo e rimos de nossas bocas molhadas desajeitadamente. Comemos uma comida qualquer, e ela estava deliciosa. Lavamos os pratos juntos. Ouvimos música, música romântica e dançamos nos salões da madrugada, vestidos de nudez, o black-tie dos amantes. Dormimos, sendo o meu ventre repouso tranqüilo para o seu sossego apaixonado. A brisa fresca da madrugada tocou nossas peles como se fosse o mais nobre dos cetins. Amanheceu e um canto de pássaro nos acordou. Fizemos amor antes mesmo de desejarmos bom dia um ao outro. O jardim exalava eflúvios de rosas e acariciava docemente nosso olfato. O amor me faz melhor do que realmente sou, me faz parecer gigante enquanto sou pequeno; me faz parecer lindo, dentro de uma crosta de feiúra; me faz parecer sábio, em meio a um tonel de ignorância; me traz paz, em um cotidiano em guerra. Só posso ser o que sou, o que desejo ser, com este amor que me alimenta, que me faz forte, que me dá energia. Não sou inteiro, sou somente a metade de um ser que se completa no corpo dela, com ela, somando-se a ela, misturado a ela e desse emaranhado de dois, surgindo um único forte e maravilhoso ser.

Quiçá que eu fosse Dante que foi alcançar sua amada no céu, ou Orfeu que ainda que falhasse em sua missão de buscar sua amada no inferno, ainda a pode vê-la uma ultima vez. Mas não sou eles, sou apenas um mortal entristecido que fechou os olhos para o mundo e busca os sonhos....pois é lá, em meus sonhos, que minha amada está... e onde posso ser completo novamente, onde posso ser eu novamente.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

GILBERTO, DE ASSIS


Eu caminho mais leve hoje em dia.
Não carrego mais a carga pesada de maledicências, traições e todas as maldições que me foram lançadas na minha antiga vida.
Eu sou mais feliz agora, sem arreios e sem cabrestos.
Eu piso a relva verde com os meus pés descalços,
e meu corpo descansa sobre uma esteira na poeira dos meus dias mais comuns.
Eu distribuo sorrisos hoje em dia como quem doa flores.
E as flores eu arranco do meu caminho.
O sol quando nasce me alcança
aguardando-o com uma chaleira de café quente,
e quando ele parte para seu adormecer,
seu ultimo piscar de olho vai para mim que o observa
fazendo uma poesia da varanda de minha tranqüilidade.
E as poesias voltaram, felizes e sorridentes
chamando-me novamente de querido
dizendo que sentiram saudades de mim.
De mim que sempre lhes foi o maior amante.
Porque amo a poesia do mesmo jeito que amo a vida,
entrego tudo para elas e elas dão tudo para mim.
Eu as beijo com minha boca mais quente
e meus lábios tocam os seus com a maciez de um veludo.
Meu abraço é forte e acolhedor e elas se aninham em meu peito
confessando palavras de amor aos meus ouvidos mais atentos.
Deus ouviu minhas preces e me honrou sem maneira igual!
Bendito seja Deus sobre todas as coisas!


[...]  




Eu decidi ser bom!
E caminho mais leve hoje em dia!

sexta-feira, 22 de junho de 2012

SE FOR PARA FALAR DE POSSIBILIDADES...


Não vou falar mais de possibilidades...
Possibilidades são sementes que são jogadas em terrenos férteis de esperança.
Não tenho mais esperanças em relação a voce.
Desta forma, morreram todas as possibilidades.
Isto soa bruto e definitivo e assassina o futuro, mas, acredite, esta mesma verdade não vale para o nosso passado.
Este, permanece imaculado, lindo e brilhante como sempre foi, como sempre será.


Por isso não desejo falar de possibilidades.
Elas nada me dizem.
Elas não tranquilizam meu coração.
Com elas, finito meu sossego, reina a escuridão absoluta, aridez poética e de felicidade.
Quero sim falar de meu passado, é lá que tu estás!
Meu passado é uma grande mina de diamantes e cada lembrança sua é uma bela pedra que retiro já lapidada pelas constantes visitas.


No passado eu sou tudo para voce.
Não sou apenas uma lembrança em sua memória atarefada de responsabilidades.
E não te condeno de nada, nossa história não conhece bandidos, nem heróis, apenas as coisas são como são, além de nossas forças, nossos desejos, nossas vontades, e estes todos sempre foram grandes.


Talvez sejamos apenas títeres do destino.
Talvez agora alguém no Olimpo esteja gargalhando em estranho deboche, dizendo para os outros deuses tomando uma grande taça de vinho servida por Baco que nosso amor é igual aos dos deuses, mas por mais que tentemos não se completa.
Nosso amor é de deuses, mas a união é mortal, e, provavelmente, o divino não se mistura mesmo com o secular.


Sei que em algum lugar nesta terra tu choras agora e tua lágrima tem o sabor igual as das minhas.
Não repudio mais essa dor, e de uma forma mais que estranha eu me apaixono por ela.
O amor não foi forte o suficiente para nos manter unidos. Mas a dor, esta sim, com um breve estalar de dedos, nos juntou em seu colo e nos serve na boca o seu leite salgado ordenhado de minhas e tuas lágrimas.


Se é a dor que nos manterá juntos, de algum jeito, será pela dor que acenderei todas as velas doravante!


Mas, por favor, todos voces! Não me falem de possibilidades...

domingo, 17 de junho de 2012

O SER PERFEITO


Eu queria mesmo é me debruçar sobre o seu corpo.
Debruçar sobre ele da mesma forma que um artista se lança em sua obra.
E que não houvesse o tempo e sua ditadura de limites.
Que não se falasse de eternidade, pois eternidade seria apenas uma lacuna.
Que não houvesse realmente nada que senão nós mesmos,
e que a única coisa que nos separasse fosse a nossa nudez completa.


Eu tenho em mim todos os beijos.
São tantos os abraços que eles transbordam em mim.
Não te falo de desejo, veja-o em meus olhos.
Minhas mãos estão carregadas de energia
e meus toques desgarram eletricidade sobre sua pele.
Sua pele! Eu sinto o seu frescor, sua maciez, seu cheiro,
mesmo quando não a toco!
Eu bebo teus suspiros e conheço cada um deles.
Eu possuo a chave que abre as portas de seu prazer.
Meus olhos sabem de cor o mapa que leva a esta maravilhosa mina,
teu prazer me é mais caro que diamantes e rubis.


Quando te beijo ou te toco e teus olhos se fecham,
abre-se em mim uma consciência de que tudo sei sobre voce.
Beijo teu pescoço com o carinho de um poeta.
Teus lábios sugo com delicadeza e força,
nesta hora a ambiguidade é sempre uma benção.
Tuas costas são a planície para meus dedos mais travessos.
E teu corpo recebe o aperto do meu.
Eu esmago num abraço em voce todas minhas vontades.


E quando surgem os dois maravilhosos montes,
Alvos como a areia do deserto,
róseos como a rosa mais linda do jardim de nabucodonosor.
Eu me lanço a eles com dedicação perfeita.
Eu os beijo, os toco, os sugo, e eles se crispam
respondendo deliciosamente ao meus estímulos.
Seus seios foram feitos à imagem dos seios de Afrodite.
E os amo tanto que esse amor somente não é maior
que o resto do meu amor por voce inteira!


E, entre tantos carinhos, tua rosa exala um perfume adocicado.
E a olho e seu V de deliciosos contornos
mostram que é o mesmo V da própria Vênus!
Eu beijo tua rosa!
Ela se oferece!
E quando invado teu jardim
com minha fúria masculina,
Seu gemido se mistura ao meu!
Seu gozo se mistura ao meu!
E nessa hora não existe mais o seu ou o meu!
Somos finalmente um!
Somos perfeitos juntos!

segunda-feira, 11 de junho de 2012

A HISTÓRIA DE UM AMIGO MEU....


... e ela chegou e colocou no chão todas as malas e depositou em seu homem um abraço que vinha carregado de uma saudade que media vinte e sete dias.
Vinte e sede dias pode ser pouco para algumas coisas, mas é uma eternidade para o amor!
E neste abraço recheado com beijos e juras de amor o silêncio falou por suas bocas.
O coração possui palavras melhores para descrever o amor do que a boca, ela se engana, o coração jamais! Urge que todos aprendam a linguagem do coração.

E ela olhou para a casa recém-terminada.
Não era um palácio, era a casa deles.
Conquistada com seu suor e sua luta conjunta.
E ela caminhou por tudo, passou a mão pela parede da sala, ficou encantada com o quarto do casal, sorriu por ver uma toalha de mesa desajeitadamente colocada na mesa da cozinha – os homens são atrapalhados, pensou!
Abraçou-o de novo, agora com mais carinho, sem as urgências das saudades que já exalavam seu último suspiro.

Colocaram a bebê para dormir.
Foram para a cozinha improvisar um jantar.
E ela falou da viagem, da família, das novidades do sul e das possibilidades que trazia para o norte!
Dedicou algum tempo valioso para relembrar do começo de suas vidas, a velha casa alugada, o tempo que morou na casa dos pais dela, desemprego, necessidades, carências, e a tudo venceram com dedicação, cumplicidade e amor.

E ela ficou em silêncio por um momento demorado...
Ele estranhou e levantou-se para vê-la...
Quando olhou para o seu rosto viu que de seus olhos lágrimas escorriam felizes...
Também se chora por felicidade.
Ele a tomou nos braços e a abraçou novamente, desta vez com a dedicação cega de um amante.
Amaram-se sobre a velha mesa da cozinha...

quinta-feira, 7 de junho de 2012

QUANDO AS PALAVRAS SÃO FRACAS


Já te disse tanto e de tantos jeitos e tudo parece tão tolo, vazio, desconectado, como se as palavras não fossem suficientes para exprimir o sentimento de um coração.
Provavelmente não são!
Meus sentimentos necessitam de algo mais que palavras para dizer a falta que tu fazes em mim – elas são insuficientes, incapazes, incompletas.
E não existe culpa nelas!
As palavras são poderosas e ninguém se engane disso!
Somente nestas questões de amor elas não possuem a matéria perfeita.
É como as flores que precisam da água e de sol para crescerem e florescerem.
Assim é o sentimento de um homem e mulher.
Somente as palavras é pouco, precisa mais!
Eu preciso falar que te quero e preciso te tombar em lençóis brancos e macios para lhe fazer o amor!
Preciso tocar a tua pele macia e beijar todo o teu corpo.
Meus abraços são todos teus!
Meus beijos escravos de tua boca!
E tudo isso junto consegue exprimir o que sinto por você!
Então volte!
Volte!
Não te prometo ouro e pedras preciosas,
Sou pequeno para essas coisas.
Mas te darei o coração de um homem apaixonado
E todo o fogo de um corpo másculo para queimar o seu.
Dou-te a paixão!
Ofereço-te meu desejo masculino!
É tudo o que tenho...


... e tudo o que tenho é seu!!!!

domingo, 3 de junho de 2012

AUSÊNCIAS E SAUDADES


Ela chegou apressada e cansada, ainda assim seu primeiro pensamento foi para ele... ele...

Ele que na distância era somente saudades!

E saudades podem ser doloridas... Ele soube disso no segundo dia de sua partida, porque no primeiro, a sensação dela ainda queimava em seus ouvidos, coração, em sua retina.

E, enquanto ela esteve ausente, ele lhe fez poesia, derramou uma lágrima, duas lagrimas, olhou a noite todo solitário dela, sentou-se ao crepúsculo escutando as mesmas musicas românticas que compartilharam um dia.

O coração de um homem não se entende com a saudade.
O homem quer possuir, ter.
O homem não suporta ausências, não sabe sentir dessa forma.
Assim, ele se entende melhor com o sofrimento da ausência, do que com o sentimento de saudades.

E ele lhe escreveu uma dezena de e-mails que não mandou, para não perturbá-la. Ensaiou as melhores frases para serem ditas ao telefone. Imaginou mil noites de amor, cada qual melhor que a anterior. Desnudou-a de mil vestidos, tomou todas as taças de vinho que puderam e comeram as frutas da estação ao amanhecer.
Fez tudo isso e, depois, sofreu – o homem não entende de ausências.

Ela chegou apressada e cansada, ainda assim seu primeiro pensamento foi para ele... ele...


E quando ele abriu a sua caixa de mensagens e ela estava lá, entregando uma pequena frase apaixonada... Ele sorriu e seu sorriso foi molhado pela lágrima de saudade que escorria da felicidade de recebê-la.

Era a primeira vez que entendia o que era saudade.
Saudade é sentir na ausência!!!

terça-feira, 29 de maio de 2012

A PERFEITA NOITE DE AMOR


Eu sonhei contigo a mais perfeita noite de amor!
Não me perguntes como posso concebê-la,
Não o sei, porque não a farei sozinho!
O amor não se constrói sozinho, minha querida!
O amor é dois,
Ele não vive em mim ou em você,
O amor vive na gente!
Então, se as noites são de amor,
Ela é feita, perfeita, construída pelos dois.
Mas sei que terá uma, duas taças de vinho.
Terá chocolate.
Haverá flores sobre você e o lençol do mais fino cetim,
Haverá poesia no meu olhar, na minha boca,
Haverá poesia em cada toque meu sobre seu corpo.
Teu corpo lindo e provocante estará vestido de poesia,
Porque não conheço mais lindo poema do que tua nudez!


Eu sonhei contigo a mais perfeita noite de amor!
E cada toque meu em teu corpo te arrancará um arrepio,
Os beijos um gemido,
O abraço uma vontade de querer mais e mais!
E não conseguirei ser suficientemente ousado,
Porque a cada nova investida
Ficará recatado o impulso anterior.
E tu me receberás com um sorriso nos lábios carnudos,
E tua face exuberante de felicidade
Refletirá o brilho de alegria da minha.
O amor não se faz mesmo sozinho, minha querida!
Ele se faz melhor a dois!
Ele se faz por mim... e por você... juntos!


Eu terei contigo a mais perfeita noite de amor!

sábado, 26 de maio de 2012

Divagando....



Quando a obra chega ao seu fim, não é raro que o autor nela se estranhe. Ela já não lhe pertence e possivelmente sempre permanecerá o desejo de retomá-la, seja para praticar alguns retoques a mais, esclarecer passagens obscuras ou mesmo apagar afirmações com as quais não mais concorda ou tenha alguma dúvida razoável. (PEDRA, 1997, p.97)


PEDRA, José Alberto. Currículo e conhecimento: níveis de seleção
do conteúdo. Em Aberto. Brasília, ano 12, n. 58, p. 30-44,
abr/jun. 1993.

domingo, 20 de maio de 2012

ONDE GUARDO OS TEUS BEIJOS...



Junto teu beijo no canto mais belo do meu coração,
onde guardo as orações
onde guardo as poesias que não foram feitas,
onde estão meus melhores amigos de ontem,
e os de amanhã!

(Não os de hoje, esses sempre trago ao meu lado!)

Junto teu beijo no canto mais belo do meu coração!
Onde estão as flores,
e um dia de sol!
Onde tomo banho nu num lago cristalino,
brinco de bola com os pés na areia!
Onde como frutas colhida do pé!

Junto teu beijo no canto mais belo do meu coração!
No mesmo lugar que nasceu a minha melhor frase de amor,
Onde está minha gratidão e bondade,
Sobre a minha sensibilidade,
Coberto com o lençol de cetim do mais puro lirismo!

Junto teu beijo no canto mais belo do meu coração!
Porque é o canto onde você deve estar, meu amor!

sábado, 19 de maio de 2012

Poesia e voce


Hoje...


Acordei pensando em poesia!


Acordei pensando em voce!!!


Simples assim...

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Amor



Não me peças para que eu afogue o passado
Ainda que seja com as carícias mais delicadas.
Não existem flores em meu passado,
E não consigo afagar espinhos.
Se olhares para mim agora perceberás
Como os sorrisos nascem fáceis em mim,
Agora, agora que enchi minha vida
Com o perfume aromático das novas possibilidades.
Sim, sei que não conheço o amor em sua plenitude
Porque ele não me foi ensinado nem mostrado,
Mas o amor é solidário, paciente e generoso
E ele me ensinará como amar de verdade.
Espero o amor com ansiedade e fé.
Sou agora terra fértil que aguarda a semente.
Sou vaso sagrado que guarda o mais precioso vinho.
Sou jardim para mosaico das mais belas flores.
Sou a tela da noite para ser cravejada de estrelas.
Sou a areia que espera o meigo beijo do mar,
Sou o atento ouvido da lua para mais uma poesia.
E sou mesmo a poesia que aguarda ser feita
Pelo sentimento de amor no peito do poeta.
Sou isso! Sou o coração do poeta,
Sou tudo isso e ao mesmo tempo sou o vazio e o vácuo,
Pois aguardo o amor, o amor,
Para que eu viceje, floresça, nasça, cresça,
Pois sem o amor eu não sou nada!

terça-feira, 24 de abril de 2012

OI!!!

OI!!!

Parecia ser um simples OI!
Que chegou nas brisas do vento e o buscou inadvertido no meio dos seus afazeres. Ele estava no meio do movimento, companheiros iam e vinham demonstrando sua indignação, lutando por uma melhora no seu cotidiano de trabalho.

Parecia ser um simples OI!
Mas quando ele ouviu o chamado tecnológico e os seus olhos buscaram o OI e o remetente, seu coração bateu mais forte e não conseguiu suprimir um suspiro que se soltou de sua alma e se misturou à mesma brisa que trouxe o chamado.

Ele ficou lá, parado, olhando como se lesse toda uma grande epístola, uma missiva de amor construída em uma palavra só: Oi!

E o movimento se estendeu até a noite, discursos acalorados falavam de salários, dignidade no trabalho e outras coisas mais. Mas para ele tudo estava terminado. Nada mais ouvia, não conseguia concatenar frases que tratassem da gestão em segurança ou em recuperação salarial. Tudo nele, todas as suas frases se ajuntavam para falar de amor, para criar alguma coisa que chegasse até ela e lhe falasse dos seus sentimentos, entretanto tudo parecia repetido, que já houvera sido dito antes, sem poder para expressar o alcance de sua vontade e seu desejo. Somente o inédito seria para ela sagrado, qualquer espécie de plágio ainda que involuntário seria profano.

Tolice!

Ele soube de alguma forma, como ela soube antes dele, que para eles palavras eram desnecessárias e que a lembrança de um e de outro era mais viva.

Tomou uma decisão e mandou a mensagem na mesma brisa do vento que o beijou antes.

Oi!!!!