quinta-feira, 14 de maio de 2009

AINDA ASSIM, EU ME LEVANTO


Poetisa americana MAYA ANGELOU


Você pode me riscar da História

com mentiras lançadas ao ar.

Pode me jogar contra o chão de terra,

mas ainda assim, como a poeira, eu vou me levantar.


Minha presença o incomoda?

Por que meu brilho o intimida?

Porque eu caminho como quem possui

riquezas dignas do grego Midas.


Como a lua e como o sol no céu,

com a certeza da onda no mar,

como a esperança emergindo na desgraça,

assim eu vou me levantar.


Você não queria me ver quebrada?

Cabeça curvada e olhos para o chão?

Ombros caídos como as lágrimas,

minh'alma enfraquecida pela solidão?


Meu orgulho o ofende?

Tenho certeza que sim

porque eu rio como quem possui

ouros escondidos em mim.


Pode me atirar palavras afiadas,

dilacerar-me com seu olhar,

você pode me matar em nome do ódio,

mas ainda assim, como o ar, eu vou me levantar.


Minha sensualidade incomoda?

Será que você se pergunta

por que eu danço como se tivesseum diamante onde as coxas se juntam?


Da favela, da humilhação imposta pela cor,

eu me levanto.

De um passado enraizado na dor,

eu me levanto.

Sou um oceano negro, profundo na fé,crescendo e expandindo-se como a maré.


Deixando para trás noites de terror e atrocidade,

eu me levanto.

Em direção a um novo dia de intensa claridade,

eu me levanto

trazendo comigo o dom de meus antepassados,

eu carrego o sonho e a esperança do homem escravizado.

E assim, eu me levanto

eu me levanto

eu me levanto.



Em Abril, Maya Angelou* foi entrevistada pela Oprah no seu 70º aniversário. Oprah perguntou-lhe o que pensava sobre o envelhecimento e, ali, na televisão, ela respondeu que era "excitante". Relativamente às alterações corporais, disse que eram muitas e que ocorriam todos os dias... Como os seus seios. Parecia-lhe estarem numa corrida para descobrirem qual deles chegaria primeiro à cintura... (A audiência riu tanto que até chorou.) Ela é uma mulher tão simples e honesta, com tanta sabedoria nas palavras!


Maya Angelou disse:


"Aprendi que apesar do que quer que aconteça, e do quanto pareça mal, a vida continua e será melhor amanhã."

"Aprendi que se pode conhecer bastante bem uma pessoa a partir da forma como ele ou ela reage em três situações: num dia de chuva, com bagagem perdida e na forma como desembaraça as luzes de Natal."

"Aprendi que independentemente da forma como te relacionas com os teus parentes, vais sentir a falta deles quando saírem da tua vida."

"Aprendi que "fazer pela vida" não é o mesmo que "fazer uma vida"."

"Aprendi que a vida às vezes dá-te uma segunda oportunidade."

"Aprendi que não deves viver a vida com uma luva de "apanhador" em cada mão, deves ter a possibilidade de poder atirar (devolver) alguma coisa."

"Aprendi que sempre que decido alguma coisa de coração aberto, normalmente tomo a decisão acertada."

"Aprendi que, mesmo quando tenho dores, não tenho que ser uma dor."

" Aprendi que todos os dias devemos tentar tocar alguém, as pessoas adoram um abraço quente ou uma simples pancadinha nas costas"

" Aprendi que ainda tenho muito para aprender."

"Aprendi que as pessoas esquecerão o que disseste, esquecerão o que fizeste, mas nunca esquecerão o que lhes fizeste sentir."



Post inspirado nas palavras do post "13 de maio (texto)" do amigo Alexandre, do blog "do Avesso".

4 comentários:

Pedro Antônio disse...

Maravilhoso! Estou sem palavras. Esse texto foi uma linda escolha!

Parabéns!

Um abração.

Pedro Antônio

Fatima disse...

Gilberto,
copiei o poema para uma futura publicação viu coração!
Bjs.

Regina disse...

Este texto eu tenho aqui, gravado no meu micro! Você me mandou, lembra?!!

Beijo!

A. disse...

Foi uma flz conhecidência encontrar teu blog enquanto procurava uma foto, gosto dos poemas de Maya Angelou desde que li Phenomenal Woman,parabéns pelo blog gostei dele e principalmente por citar um ser huma no maravilhoso que é ela. Bjão e tenha ótimos dias