terça-feira, 26 de agosto de 2008


Sanatan estava recitando o seu rosário junto ao rio Ganges, quando um brâmane esfarrapado aproximou-se dele e pediu: “Uma esmola para este pobrezinho!”

“Já dei tudo o que possuía” – respondeu Sanatan. “Agora só tenho o meu pratinho”.

“Mas o meu Senhor Shiva veio ao meu encontro em sonhos” – disse o brâmane – “e aconselhou-me a procurar-te”.

Sanatan lembrou-se de que havia encontrado uma pedra preciosa entre os cascalhos da margem, e a enterrara na areia, pensando em um dia alguém poderia precisar. E mostrou o lugar para o pedinte.

O brâmane ficou surpreso, e foi desenterrar a pedra. Depois sentou-se no chão, pensativo, até que o sol caía por trás das árvores e os pastores voltavam para casa com os rebanhos.

Então levantou-se, foi devagar até Sanatan, e disse: “Mestre, dá-me um pedacinho dessa riqueza que despreza toda a riqueza do mundo”. E atirou a pedra preciosa na água.



Poema de Rabindranath Tagore, poeta indiano ( 1861-1941), de sua obra A colheita, poema 27, 1991, Edições Paulinas.

4 comentários:

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