sexta-feira, 12 de setembro de 2008

ENQUANTO A LIBERDADE NÃO ALVORECE...


... A madrugada chega e encontra-me atento
Para todas as expectativas,
Para todos os estímulos da noite na cadeia.
O rádio da polícia que ruge.
O tétrico ulular da coruja caçadora.
O morcego que sibila em seu vôo cego.
O ruflar de asas do inseto bizarro.
O rato que se acomoda em sua toca de sucata.
A rodovia, lá fora, lá longe, que nunca dorme.
A suave queda do orvalho na relva.
O ladrão que grita dançando com a droga.
A faca que se esconde, sempre pronta para perfurar
o tênue hímen da vida.
Um sonho que se desprende num suspiro profundo.
O pensamento suicida que reflete o desespero
de vidas estéreis.
O cadeado trancado.
A porta trancada.
A liberdade expulsa.
A noite é mais dolorida na cadeia.
O dia sufoca, ilude a tristeza.
A noite a traz para fora...
Quando a madrugada chega na cadeia,
Encontra todos os sonhos trancados,
E a esperança perdida num sonho que não se cumpre
Jamais em noites na cadeia.
A liberdade é clara, todos sabem, clara como a luz do sol!

Um comentário:

lindinha disse...

Olá meu querido...
Sabes sou suspeita de estar aqui...Sabes que sou sua fá numero 1, e te admiro ...sabes que o que escreves toca sempre o meu coração ,e minhas criticas são sempre para ve-lo crescer cada vez mais...Estou torcendo por vc!E não vejo a hora de lançar seus livros!Beijos e tudo de bom!