quarta-feira, 11 de agosto de 2010

FRAGMENTOS

Tudo pareceu muito simples naquela manhã de outono, mas, eram tempos que o simples tinha enorme valor para mim.

(Trecho da Crônica “Divagações e Bolo de Milho” Publicada em nel mezzo del cammim em 30/04/2010)


As palavras se enganam às vezes, os sentimentos não se enganam jamais!

(Trecho da crônica “A gente se vira...” publicada em nel mezzo del cammim em 29/03/2010)



... E sou o segundo e todos os outros tiros de minhas guerras em todos os fronts, sou macho, sou coletivo, sou razão e sou pura emoção – não tenho velas para queimar no altar da contemplação, apesar de me fascinar ela me é hoje um deus pagão!

(Trecho da crônica “A Fera” publicada em nel mezzo del cammim em 19/01/2010)


Compreendi, finalmente, que ninguém entende mais de políticos brasileiros do que as baratas... E fiquei escutando-a madrugada adentro enquanto ela fumava um roliço charuto cubano!!!

(Trecho da Crônica “ La Cucaracha” publicada em nel mezzo del cammim em 04/01/2010)


Noutro instante, que surgia do desejo da paixão, amavam-se novamente sobre um grosso carpete no chão da sala, um amor feito de muitos entretantos e um certeiro finalmente. Ela gemia aos seus ouvidos seu gozo e seu testemunho de amor, e ele lhe entregava com afeto e caricias a prova maior de sua devoção por ela.

(Trecho da crônica “Os sonhos vem com o crepúsculo” publicada em nel mezzo del cammim 1º/01/2010)

Gostavam era de ver o cair da tarde, o sol se escondendo no horizonte trocando de cores de uma forma mágica: O amarelo meio dia se alaranjando para as cinco horas até vestir-se do rubro ocaso das seis horas. Ficavam ali em silêncio, sentindo a brisa fresca vespertina que sussurravam poesias esquecidas no vento e captavam desses segredos inspirações diversas para a vida e para todas as coisas.

(Trecho da crônica “Crepúsculos” publicada em nel mezzo del cammim em 15/12/2009)



"As grandes expectativas estragam o amor. O amor, minha querida, prefere o ingênuo, por isso, te ofertarei o simples:

Meu coração, para te abrigar!"

(Trecho da Crônica “A forma como tu me queiras...” ´publicada em nel mezzo del cammim em 22/11/2009)


De tudo o que me lembro esse tudo me deixa em êxtase.

(Trecho da crônica O VELHO CINEMA, publicada em WWW.fatimanews.com.br em 21/09/2009 e também em nel mezzo del cammim)


Porque não existirá o amanhã,
Entendas isso definitivamente.
Tudo o que é realmente teu
É este segundo solitário de agora em que habita tua vida.
O amanhã pertence ao desconhecido,
Ao improvável,
Ao absoluto e intocável destino.

(Trecho da poesia E, DE REPENTE, NÃO É MAIS VERÃO..., publicada em WWW.fatimanews.com.br em 16/12/2008 e também em nel mezzo del cammim)

Ilustração: Retirada do site rbiancarelli.wordpress.com

domingo, 8 de agosto de 2010

O MUNDO QUE NÃO ACABA NUNCA

A primeira vez que vi o mar foi uma emoção arrebatadora.

Cheguei à frente dele e o fiquei olhando, os olhos se esticando, se esticando, e o fim não chegava nunca, o mar engolia o horizonte se engalfinhava com ele, misturava-se a ele, um tornando-se o outro, o outro tornando-se o um.

Não me fiz de rogado, tirei a camiseta e joguei-a na areia branca, fiquei somente de sunga e corri para as águas que me convidavam para um abraço. Tornei-me criança novamente... Pulava e gritava, cantava loas para a maravilha de estar ali, de sentir a brisa marinha no rosto, a água salgada tocando todo o meu corpo, os pés pisando a areia, o som do mar – que coisa fantástica é o som do mar, as ondas quebrando nas rochas, a maré vindo beijar delicadamente a orla, o sol que se doava generosamente para todos, me senti mais perto de Deus e de todas as coisas, através do mar, do mar...

Sai purificado daí algum tempo e procurei a camiseta que havia atirado na praia e, descobri, que a maré havia levado-a para os confins do oceano. Não fiquei triste, pensei comigo que era um preço razoavelmente barato para pagar pela felicidade que havia recebido gratuitamente.

Olhei para o mar, onde ele beija o horizonte e, em pensamento, numa conversa intima com ele, como se fossemos dois velhos amigos, agradeci por tudo e por todos. Fui-me embora, de sunga mesmo, a casa em que estava era perto e os amigos já me aguardavam para o almoço.

Cheguei ao meu quarto e vi sobre a cama, a minha camiseta que havia deixado na praia. Perguntei para alguém que passava se ele sabia como ela havia chegado até ali e, este alguém me disse que um amigo meu havia trazido para mim...

Sai do quarto e fui para fora, para a rua, de onde podia ver o mar, para agradecer novamente. Olhei para ele fixamente, e com o coração despejei a minha gratidão num sussurro que como uma vaga levada pelo vento alcançou o mar e beijou-o em sua face.

No mar, uma gigantesca onda se formou e veio se quebrar na orla, tocando com seus lábios prateados e sorridentes a praia branca...


... O mar respondia e me convidava para cirandar em suas águas...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

FRAGMENTOS DO DIARIO NUNCA ESCRITO POR MIM

[...] Eu amo, eu sofro, eu calo, eu grito, eu corro, eu suo, eu sorrio, eu choro, sou tantos “eus” que me perco nesta multidão de emoções, tento me entender no meio desse mosaico de sensações. E isso tudo não me desmerece, nem fala contra mim, gosto de ser assim, gosto de sentir (me sentir) sempre na voltagem mais alta. A sensibilidade foi para mim sempre uma de minhas maiores virtudes...

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O CALICE DOIRADO DAS HORAS

Eu bebi teu desejo, meu amor,
No cálice doirado das horas.
Tua pele macia e tesa
Foi o alvo lençol onde depositei
Meus beijos e os toques mais íntimos.
Oh, meu amor! Teus “ais”
E teus sussurros de amor quebraram
O silêncio soberano da madrugada
Enchendo de som e vida
O reino celestial de nosso quarto.
O teu desejo é o mais puro elixir para mim.
Ele revigora e me energiza,
Me enrijece e me masculiniza,
Transforma a mim, um mortal, em um deus
Que faz inveja para Baco e Eros,
Pois deito com a mais bela das Minervas.
E, abra teus olhos, meu amor,
Observe que a madrugada lá fora,
Invasora, tomou o nosso reino,
Mas aqui, em nossa cama,
Ela não tem poder,
E não me cega,
Pois teu desejo é meu norte
E conheço instintivamente
Todos os teus caminhos,
E todos os teus caminhos
Levam-me ao teu desejo.
Bebo, bebo, bebo tua excitação
E toda a tua vontade,
Delicio-me com teus olhares de querer,
Farto-me com teus abraços de paixão,
Perco-me no teu corpo receptivo
Para me encontrar, todas as vezes,
Em teus lábios entreabertos e úmidos.
Teu beijo me ressuscita,
Todas as mil vezes que morro dentro de você!
Que venha o tempo,
Este ladrão da nossa juventude.
Ele não tem poder sobre mim...
Estarei bebendo seu desejo,
Enquanto ele me for servido,
Agora e sempre,
Dentro do cálice doirado das horas...



Ilustração: Tela de Salvador Dali

domingo, 1 de agosto de 2010

COMO SE FOSSE VIRGEM...

Voltou a ser virgem novamente.
Perdido, tolo, inocente, adolescente,
Num novo instante era virgem novamente...
... E, noutro momento, a virgindade se ia
Com um prazer ainda maior que o original.
Lembrou-se de tudo... Como começou...
Do seu sorriso encantador.
Do seu convite sibilante preso
Entre a delicadeza de um gesto,
A sugestão de uma frase e o
O famoso não que dizia sim!
Pegou em sua mão então –
A senha para o “aceito”!
Levou-a para o quarto,
Desnudou-a...
Devagar...
Devagar...
E tomaram um longo banho juntos...
(De banheira, para ser mais romântico!)
Degustaram de uma taça de vinho,
Leram poesias um para o outro,
Riram de algumas besteiras
Contadas aleatoriamente.
Dançaram pelo quarto
E se beijaram... Longamente....
Com carinho, primeiro!
Com furor, depois!
O corpo dela escorregou para a cama...
O olho dela buscou o seu carregado
De pura eletricidade erótica...
Ela lhe sorriu novamente,
Abriu os braços para ele
Num convite muito sensual... E...
Ele mergulhou nela como no mar,
Misturou-se a ela,
Deixando de ser ele para ser ela,
Dentro dela... Dentro dela...
Amou-a como se fosse a primeira vez!
Amou-a como se fosse a última vez!
E, ao terminar, estava virgem novamente,
Para ela... Para ela...
Cheio de desejo e paixão,
Pronto para ela outra vez!


Foto: Colhida na INTERNET – Google imagens

quinta-feira, 29 de julho de 2010

SEU SILÊNCIO

Cerquei-me de ignorância,
Meu escudo protetor,
Vejo o que quero ver,
Escuto o que quero escutar.
Seu silêncio,
Posso até entendê-lo
Mas prefiro...
Nem o notar.


A verdade tem que
Ser a minha,
Não importa a realidade
Diferente,
É nisso que estou a me
Segurar!!!


Ao ouvir a minha voz,
Agora tão distante,
Não perca um instante:


Diga, sim!!!
Diga, não!!!


Responda-a, então!
Ataque-me com violência,
Ou abrace-me com emoção,
Mas não o silêncio,
Isso machucaria demais....
Não suportaria jamais....

segunda-feira, 26 de julho de 2010

O REAL LADO DA BELEZA

Meu amor,
Entendas definitivamente
Que te quero linda
Do jeito e da forma
Que entendo a beleza!
Não te sonho coberta
Com ouro e pedras preciosas,
Seus vestidos, em meus sonhos,
São sempre os mais modestos,
E somente andas em pálios
Com dois fortes e humildes cavalos.
Tua letra não é a mais bela,
Mas teus textos são os mais lindos.
Ainda que tua voz não seja suave
Seus discursos são os mais aguardados.
Em meus sonhos,
Tua ausência é estranha,
Sua presença querida
Como um copo de cristal
Cheio de água fresca da fonte
Pronto para saciar todas as sedes.
Entendestes?
Não te quero na vaidade
Apregoado pelas massas,
O que todos os outros querem
(e aceitam!)
É para mim uma doutrina
De tolos, cegos e ignorantes.
Quero-te dentro da humildade,
Nua ou em andrajos,
Mas cheia de sabedoria,
Desprovida de arrogâncias,
Comprometida com o que é seu:
Eu e meu amor em todas as horas.
Se tiveres estes olhos
E aprender a usá-los,
Nossa casa será um lar
E não desejarás palácios.
Pois que desprezo toda
A riqueza do mundo,
Porque minha felicidade
Está em viver dignamente
Amando e sendo amado,
Sem preocupações tolas,
Fúteis,
Materialistas,
De ajuntar riqueza
Para ostentações deslumbrantes
Dentro da sociedade.
Quero que todos me vejam brilhar,
Brilhar de felicidade,
E só sei ser feliz na
Vida com sabedoria
E contigo ao meu lado!
Nada mais...
Nada menos...
Simples assim...


Foto: www.olhares.com