Não
se desespere, meu amor, não se desespere.
Ainda
que se fechem todas as cortinas,
E
que portas não se abram mais.
Ainda
que os rios transbordem
Sufocados
por suas lagrimas.
Ainda
que noite e dia se revezem
Como
espectadores atentos
No
teatro de sua dor.
Ainda
que tu olhes para os lados
E
acredites que todos estejam
Cegos
para você.
Ainda
que os céus estejam com
As
portas e janelas trancadas
Para
teus lamentos ajoelhados
Em
formas de clamores e orações.
Ainda
que algumas bocas ferozes
De
alguns túmulos insensíveis
Tenham
devorado alguns dos nossos.
Ainda
que teus sorrisos e tuas gargalhadas
Sejam
apenas decorações de
Poeirentas
prateleiras do passado.
Ainda
que todas as cargas que suportas
Estejam
ainda mais pesadas que o
Dia
de ontem;
Ainda
que tua fé em todas as coisas,
Nas
pessoas, na esperança
Esteja
tão pequena
Que
não consiga recobrir
Um
grão de mostarda.
Sei
que nestes instantes as palavras
Perdem
poder.
Elas
são fracas, tão fracas quanto as
Perspectivas
frias que se erguem
À
sua frente.
Calo-me!
No silêncio finco meus dois pés
E
nele me sustento firme e inabalável.
Estarei
aqui!
Tu
não me honrarás com teu reconhecimento,
Tu
não me enxergaras e,
Em
alguns momentos mesmo,
Me
desprezarás.
Mas,
eu estarei aqui!
O
tempo cuidará de enxugar as tuas lágrimas
E
Deus arrancará de teu horizonte sombrio
As
nuvens negras que povoam seu coração.
Ainda
que todos digam: não!
O
sol iluminará tua vida novamente,
Ele
me iluminará,
E
tu verás...
Tu
verás...
Eu
sempre estive aqui contigo!






