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terça-feira, 11 de outubro de 2011
EMOÇÃO PALMEIRENSE
Esta foto explica, um pouco, o que é ser palmeirense!
Dedico a todos os palmeirenses esparramados por este mundo, especial a todos aqueles que, de alguma forma, fizeram parte de minha vida!
Em especial:
À mana, que nasceu palmeirense assim como eu!
Ao Henrique, que se tornou palmeirense depois de nascido, e a paixão tomou conta dele!
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
UMA PAIXÃO CHAMADA PALMEIRAS!

Se me pedirem para registrar a data de nascimento deste grande amor, frustrarei todas as expectativas. Sim. Por que essa paixão nasceu em mim e permaneceu adormecida durante o tempo que passava do andar de gatinhas para o ereto. Então, em um belo dia de sol, com a brisa fresca beijando meu rosto, quando questionado sobre o clube do meu coração, tasquei sem quaisquer hesitações: PALMEIRAS!
Não posso negar que o nascimento desta revelação não deixou de trazer grandes surpresas. Meu pai sempre foi santista, daqueles que viram Pelé jogar e com o Rei conheceu o futebol e o que há de mais mágico neste esporte verdadeiramente tupiniquim. Mas com os amores que nascem com a gente não se discute, não se briga, e apesar da resistência e esforço paterno, minha paixão floresceu e criou sólidas e fortes raízes verdes em meu coração ainda juvenil.
Então fui crescendo, o amor sedimentando. Este sentimento alvi-esmeraldino resistiu à década perdida. Naqueles dias áridos de conquistas e grandes batalhas, saciava a minha sede bebendo no cálice do passado glorioso. Os adversários e seus cultos não me atemorizavam. Os santistas com Pelé; os corintianos, de Rivelino; os tricolores, com Leônidas – exorcizava a todos com Ademir da Guia, depois do Rei, o maior de todos.
Ademir, o maestro, a elegância, a alma da academia. Quantas e quantas vezes, embevecido na retórica, esbaldava-me no campo dos sonhos, narrando para meus amigos os lances de Ademir e Dudu, da Academia. Naqueles momentos, via os jogos que não assisti, comemorava os gols que não presenciei, chorava os campeonatos que não vi serem vencidos.
Algum tempo depois, na década de 90, os títulos voltaram com força total, as vitórias ululavam nos relvados de todo o País e o Mundo reconheceu novamente a força e o espírito vencedor deste gigante esmeralda.
Um dia, porém, alguém me disse que os grandes times se equivalem, não existe esta história de distinção. Infeliz, esta é a minha definição para este colega. Por que somente em parte esta sentença é verdadeira. Se fosse ele como eu contagiado por esta paixão chamada PALMEIRAS, saberia ele, como eu sei, que esta verdade é valida para todos os outros grandes clubes de nosso País, a exceção é o nosso Alviverde.Para nós, os palmeirenses, a conquista é uma metáfora de nossa força. O vencer pelo vencer, é profano. A vitória pela vitória, é ufanismo. A conquista para o PALMEIRAS é feita primeiro com a alma, com o coração, para depois, ganhar os gramados e as durezas dos prélios.
Para nós, os palmeirenses, a honra, a coragem, o companheirismo, a humildade, a paixão, são sentimentos que vestem nossa conquista, seja ela qual for, em que País estejamos. Não existe para o PALMEIRAS, um título que possa ser contestado, porque já entramos na batalha vencendo, só partimos para o convencer definitivamente, nossos adversários e a nós próprios.
Porém não é sobre os tablados e os pódios, levantando troféus e taças que mostramos nossa grandiosidade. É nos momentos adversos, quando a derrota nos arremessa suas garras cruéis que nós mostramos o que é galhardia e honradez. Caímos, com a mesma honra com que conquistamos. Nossas lágrimas são sempre enxugadas com o respeito de nossos adversários. Suas vitórias são sempre antológicas, quando conquistadas conosco à frente da batalha. Somos sempre pioneiros, exemplo, referência, não há como falar de bom futebol, de magia, de espetáculos, sem que nosso nome não seja lembrado e proferido em vociferante som.
Que me perdoem todos os outros, grandes por sinal, sob a concepção trivial de um torcedor comum. Mas, para o torcedor do PALMEIRAS, grande tem outra dimensão, desgarrada da acepção da vitória, da conquista pura e simples. Grande, para o palmeirense, vincula-se estritamente a nossa paixão, ao nosso amor, a esta emoção que nos impulsiona e direciona nossas vidas no cotidiano; uma emoção que nos ensina a excelência em nossa conduta; uma emoção chamada PALMEIRAS!
sexta-feira, 12 de outubro de 2007
BREVE FILOSOFIA SOBRE VIDA E FUTEBOL

Futebol sempre foi uma coisa importante para mim. Sei disso porque ele nasceu em minha consciência antes mesmo que ela própria. Como se explica numa família de santistas fanáticos eu nascer palmeirense, sem qualquer incentivo, sem qualquer história que explique essa paixão. O Palmeiras nasceu em mim antes da própria consciência. E, por amá-lo tanto, transformei as peladas no meu grande divertimento de infância. Elas aconteciam em todos os lugares da pequena cidade. De repente, era sempre a mesma história, aparecia um vindo não se sabe de onde, trazendo uma bola debaixo do braço, chegava outro e outro, e uma pequena multidão de guris alvoroçados se formavam em torno da bola e de seu soberano, o proprietário – nestas horas, a bola era uma Julieta e a gurizada duas dezenas de Romeus sedentos de amor por ela.
Eu sempre estava pelo meio, futebol nasceu em mim, já disse, antes de outros prazeres. Esse fantástico jogo me ensinou a ver a magia e a arte que existe no jeito de viver. Muitos valores aprende-se ao se jogá-lo e eu os entendi todos num primeiro momento, quando abracei uma dezena de amigos valorosos depois de fazer meu primeiro gol. E meus gols eram raros, nunca fui o craque que foi o Ademir da Guia ou o Evair, compensava a falta de habilidade com determinação e transpiração. Era uma espécie de Dudu do time, bastante piorado. Em nenhuma outra área da vida, acreditem, a transpiração pode compensar a falta de inspiração, somente no futebol, talvez por isso seja tão apaixonante. Em nenhuma outra parte o suor pode ser comparado à técnica e a magia, nenhuma outra coisa inventada pelo homem é tão democrático: pretos e brancos são rigorosamente iguais; ricos podem valer menos que pobres; o baixo tem tanto valor quanto o alto; e um gorducho pode ser o melhor do time.
A vida devia ser feita do jeito que se faz dentro de um campo de futebol, com suas regras simples, oferecendo as mesmas possibilidades para todos, onde a competência determina realmente o vencedor e onde as armas de cada time, ainda que inferiores as do adversário, podem ser suficientes para que se atinja os objetivos: a vitória. A vida devia mesmo ser igual a um jogo de futebol....O tempo já vai longe e as “peladas de futebol” ficaram para traz em minha vida real, mas eu as revivo todos os dias, quando recosto a minha cabeça num canto qualquer e fecho os olhos por um momento, então, eles surgem todos, vindos de dentro de meu coração saudoso, velhos amigos que comigo derramaram suor e alegria sobre campos de terra. Lembro da velha camisa do Palmeiras bastante surrada, um velho calção branco encardido de tanto se esfregar no chão, e o coração sorrindo feliz por amar o Palmeiras e o futebol.
Eu sempre estava pelo meio, futebol nasceu em mim, já disse, antes de outros prazeres. Esse fantástico jogo me ensinou a ver a magia e a arte que existe no jeito de viver. Muitos valores aprende-se ao se jogá-lo e eu os entendi todos num primeiro momento, quando abracei uma dezena de amigos valorosos depois de fazer meu primeiro gol. E meus gols eram raros, nunca fui o craque que foi o Ademir da Guia ou o Evair, compensava a falta de habilidade com determinação e transpiração. Era uma espécie de Dudu do time, bastante piorado. Em nenhuma outra área da vida, acreditem, a transpiração pode compensar a falta de inspiração, somente no futebol, talvez por isso seja tão apaixonante. Em nenhuma outra parte o suor pode ser comparado à técnica e a magia, nenhuma outra coisa inventada pelo homem é tão democrático: pretos e brancos são rigorosamente iguais; ricos podem valer menos que pobres; o baixo tem tanto valor quanto o alto; e um gorducho pode ser o melhor do time.
A vida devia ser feita do jeito que se faz dentro de um campo de futebol, com suas regras simples, oferecendo as mesmas possibilidades para todos, onde a competência determina realmente o vencedor e onde as armas de cada time, ainda que inferiores as do adversário, podem ser suficientes para que se atinja os objetivos: a vitória. A vida devia mesmo ser igual a um jogo de futebol....O tempo já vai longe e as “peladas de futebol” ficaram para traz em minha vida real, mas eu as revivo todos os dias, quando recosto a minha cabeça num canto qualquer e fecho os olhos por um momento, então, eles surgem todos, vindos de dentro de meu coração saudoso, velhos amigos que comigo derramaram suor e alegria sobre campos de terra. Lembro da velha camisa do Palmeiras bastante surrada, um velho calção branco encardido de tanto se esfregar no chão, e o coração sorrindo feliz por amar o Palmeiras e o futebol.
domingo, 26 de agosto de 2007
PARABÉNS PARA VOCÊ!!!!

Este post mereceria uma atenção ainda mais que especial, contudo, acabei de chegar do plantão e estou cansadíssimo.
Mas não posso deixar de registrar o meu Parabéns para a SOCIEDADE ESPORTIVA PALMEIRAS, o clube de futebol que ganhou meu coração.
Para alguns, futebol é algo trivial, não para mim, que adoro este esporte e vibro com as vitórias e as derrotas de meu time.
Até posso concordar com Drummond quando disse que aqueles que não conhecem e não gostam de futebol, a estes, unicamente a estes pertence o reino da tranquilidade.
Não para mim, não conseguiria viver sem as euforias e as frustrações que meu clube proporciona, ele é parte de mim, eu sou parte dele!
Obrigado, Palmeiras, pelas alegrias que me destes, pelos inumeros amigos que me deu e por estar todos os dias presente em minha vida.
Sociedade Esportiva Palmeiras, 26/08/2007, 93 anos de alegrias!!!!
quinta-feira, 12 de julho de 2007
O REI NEGRO E O DIVINO BRANCO
O tempo desta história não existe e se existe, existe apenas na cabeça daqueles que sonham, tempos onde camisa e jogador se confundiam.“Seo” João sempre foi uma pessoa apaixonada pelo futebol, pelo bom futebol, cresceu santista, fascinado pelas jogadas do Rei Negro.
Eu era guri quando ele me contou esta história, e seu entusiasmo ao contá-la, só não foi menor que o meu, ao ouvi-la.
Ele não acreditava na história de que havia no Palmeiras, um branquelo que jogava tão bem quanto a Pelé. Diziam que ele era mágico, pois apesar de lento, desafiava tempo e espaço e sempre chegava na frente; era habilidoso com a bola nos pés e o maestro de todo o time da Academia – diziam até que seu apelido era divino. “Seo” João achou uma heresia dar o nome de divino a um mortal, e, ainda mais, um qualquer. Somente Pelé merecia tal distinção. “Seo” João, incrédulo, disse-me que sorria destas invencionices.
Um dia, o Palmeiras veio com o time todo da Academia jogar numa cidade próxima a do “Seo” João, e ele foi lá: “Vou ver com meus próprios olhos se esse branquelo joga alguma coisa mesmo!” Ia armado de uma sacola de críticas pré-concebidas, o olhar treinado para depreciar qualquer jogada de Ademir; as palavras todas ensaiadas para uns xingos. Ademir já entrava em campo condenado previamente pelo “Seo” João, ele confessou-me isso.
A partida começou, o time da casa derrubava suor e sangue para marcar os guerreiros verdes. Com poucos minutos de jogo, Julinho escapou pela direita e deu um centro para a grande área, Vavá olhou fixamente para o capotão e no momento certo subiu testando forte, a bola explodiu no travessão e voltou para o meio da grande área. O zagueiro assustado, mirou para onde o nariz estava virado e deu uma bicuda para o alto, no velho estilo Viva São João, expulsando o perigo de gol eminente. A bola subiu feito um foguete, conta “Seo” João, o brilho dos olhos ainda guardando toda a admiração original e foi em direção ao meio campo, indo na direção do tal branquelo. “Seo” João disse que sorriu naquele momento, antevendo um fracasso no movimento de Ademir da Guia. “Esse ai!” pensou, “Não vai saber o que fazer com a bola!”.
Ademir no meio campo era uma estátua em mármore. Olhou para os lados, parecia onisciente, parecia controlar tudo a sua volta, o movimento do ar, o tempo da bola, seus traços estavam impassíveis quando dominou “o couro” que caia em velocidade vertiginosa. Ele ergueu a perna direita e a bola desceu colada aos seus pés, acariciada. Ela ficou quietinha à sua frente, falou-me “Seo” João. Nunca havia visto algo parecido. A bola não tinha vida própria, obedeceu ao homem e ao seu comando como se somente a ele pertencesse. Aquela matada, nem Pelé faria igual. Depois, driblou o primeiro marcador, tocou para Servilio que devolveu prestativo. Ademir era soberano, o estádio todo em silêncio, escutava-se as suas pisadas leves no gramado. Meteu um chute em rosca e a bola morreu no canto superior direito do goleiro que esticou-se todo e pulou como um gato. Mas não tinha jeito, a bola era de Ademir e somente a ele obedecia. Um golaço!
“Seo” João ficou em silêncio por um momento, seu olhar entretido com as lembranças que acariciavam sua consciência e sentenciou: Ademir da Guia era divino...pertencia aquela classe de jogadores que entendiam o jogo e o dominavam. Se houve um dia em que eu me arrependi de ter entregue meu coração ao Santos, foi naquele, diante daquele time esplendoroso. Daquele jogo em diante, o coração continuou pintado em preto e branco, mas lá no fundo, um pedacinho ficou verde e sempre ficou!
Fui-me embora, sonhando com tempos que não mais existem, e se existem, existem somente na cabeça daqueles que sonham.... Orgulhoso de ser palmeirense! Obrigado “Seo” João!!!
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