segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Trechos do livro “MEMÓRIAS DE UMA GUEIXA”


“ É por isso que sonhos podem ser coisas perigosas: queimam como fogo, e às vezes nos consomem completamente.” (pag. 115)

“ Seus lábios procuraram diretamente o pequeno triângulo de carne onde as beiradas de meu quimono se juntam em minha garganta. E quando senti sua respiração em meu pescoço, e a urgência com que ele quase me consumia, lembrei um momento anos atrás quando entrara na cozinha do okiya e encontrara uma das criadas inclinada sobre a pia tentando esconder a pêra madura que mordia, o suco escorrendo pelo pescoço. Disse-me que a quisera tanto, e que eu por favor não contasse a Mamãe.” (pag. 440)

“ Acho que ninguém pode falar da dor enquanto ainda a sofre.” (pag. 441)

“ Ás vezes – suspirou ele – acho que as coisas que recordo são mais reais do que as que vejo.” (pag. 450)

“ Quando menina eu acreditava que minha vida nunca teria sido difícil se o Sr. Tanaka não tivesse nos arrancado de minha casinha bêbada. Mas agora sei que nosso mundo não é mais permanente do que uma onda subindo no oceano. Quaisquer que sejam as nossas lutas e triunfos, qualquer que seja o modo como os experimentamos, em breve todos fundem-se numa coisa só, como a tinta aguada de uma aquarela num papel.” (pag.451)

Golden, Arthur. Memórias de uma Gueixa, 3ª edição.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Pequenas dicas para amá-la...


  •  ... E não estarás enganado quando suspeitar de que ela é muito, muito inteligente.
  • Ela possui gostos sofisticados, mas adora se surpreender pelo singelo.
  • Queres encantá-la? Trilhe o caminho da inteligência e da sensibilidade.
  • Não é de beber... Se ela for fazê-lo, escolherá sempre um bom vinho. Tome cuidado na escolha.
  • Leia seus textos, não por obrigação, nem por compromisso. Leia por que amas ler, ela ou qualquer outro grande poeta.
  • ... e ela ama poesias.
  • ... é temperamental, mas tenha calma, sempre passa e quando passa... prepare-se! Vem o melhor...
  • Ela sabe perdoar, por mais que tu erres, que a decepcione, ela perdoa.
  • Sejas homem. Ela procura em você um homem para os dias, um macho para as noites.
  • A melhor hora dela é o amanhecer...
  • Filmes, ela ama e vê todos, mas tem predileção pelas comédias e estórias românticas.
  • Ela reconhece e ama a excelência.
  • Se amas, não a ames devagar, a velocidade dela é a urgente.
  • Se partires de repente, esqueça alguma coisa... Ela vai sempre te esperar para buscar...
  • Se escreves, lembre-se, teu melhor texto será dela.
  • Se não escreves, aprenda, ela é romântica.
  • De noite, quando ela estiver dormindo, acorde-a com um beijo na face... Ela vai te dar a melhor das noites....
  • Se estiver zangada contigo, deixe passar a vazão das cordilheiras... retorne quando enxergares um lago...
  • Ela tem prazer em escolher lingeries... e vesti-las!
  • Ela não enxerga beleza em grandes discursos, ela flerta com a síntese.
  • Não a trate como porcelana, ela é forte!

Faça tudo por merecê-la!
E quando merecê-la, somente nesta hora, ela será realmente sua.
Nunca antes...
Nunca depois...

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

O SEU MAIS BELO SORRISO


Meu amor!
Escolha teu mais belo sorriso e
O apresente para mim.
Me diga do que ele é feito,
Me conta qual o motivo que o fixa
Tão lindamente em teus belos lábios.
Vamos, me revele!
Sem receios!
Sem ressalvas!
Sem emendas!
Preciso saber!
E o que me move não é a curiosidade pagã,
É a sagrada necessidade
De conhecer o que te faz bem,
Para que o que te faz bem,
Tudo em mim se transformar.
É isso o que quero ser para você!
É o que me move,
É o que me dá prazer!
Ser para você o motivo de
Seu mais belo sorriso.
Porque, meu amor, te confesso
Dentro da verdade mais absoluta!
O motivo de meu mais belo sorriso
É testemunhar a beleza singular
De te ver sorrir!




Meu amor.
Escolha teu mais belo sorriso
E o dê para mim...



sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Pequenos jardins, pequenos textos

...E, subitamente, meu jardim se encheu de flores, de uma forma mágica, sem maiores explicações, como se elas sempre estivessem estado ali, apenas sufocadas pela esterilidade dos dias tenebrosos e da ausência do delicado e lírico perfume do amor.

Aspirei a essência das minhas flores e tudo em mim se encheu de novos sonhos, novas possibilidades, novos desejos.


Estou vivo, sou EU novamente!

sábado, 14 de janeiro de 2012

DO QUE PARTE, AOS QUE FICAM...



Meu jeito de amar é cúmplice. Assim
Como a chuva de verão que satisfaz a
Súplica de sede da terra semeada.
Não sei amar sem preocupações.
Não sei amar devagar demais,
Sem o nervosismo do comprometimento,
Sem esquecer essa necessidade que é querer
E querer cuidar demais.
Cuidar sem maiores apegos que, se não, cuidar.
Meu jeito de amar é selvagem. Não sei
Ser civilizado quando se trata de amar os meus.
Não consigo os abandonar à própria sorte.
Minha consciência não se cala se nas noites
Minhas ovelhas não estejam sossegadas no aprisco.
Meu jeito de amar é antiquado. Não cabe
Dentro da modernidade que vocifera
Uma liberdade que destrói corpos e valores.
Não entendo a vida em conjunto sem qualquer
Disciplina, cumplicidade, respeito.
Não sonho com a coroa, abomino ser o bobo da corte.
Revoluciono todos os universos que socializam os passivos
E implantam ditaduras nos ativos.
Minhas responsabilidades são unicamente minhas e serão contempladas com meu suor e sangue,
Exijo o mesmo para vocês!
Meu pão será o teu pão, assim
Como tua bebida será minha bebida.
Cumplicidade!
Não entendo esse jeito de amar que abandona,
Que pisoteia responsabilidades, respeito e autoridades,
Em nomes de prazeres fúteis e mundanos.
Nenhuma amizade deveria ser maior que
O amor de um homem e mulher, de um pai e seus filhos.
Não sei amar do jeito que vocês querem.
Estou sufocado num vácuo de descaso e inutilidade.
Preciso ser feliz, assim como vocês também.
E, tem horas que a ausência
É uma demonstração dolorosa de amor.
Parto!
E deixo minha benção de que sejam felizes
Do vosso jeito aleijado de ser!
Tentarei ser feliz do meu!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Fragmentos


FRAGMENTOS DO DIÁRIO NUNCA ESCRITO POR MIM

Não peço desta vez exuberantes acontecimentos.
Este, já os pedi todos.
Alguns deles, os tive, e estão catalogados na memória de meus melhores dias.
Quero apenas a simplicidade de uma tarde contigo...
Destas pequenas tardes amarelas, sol a pino, preguiçosas, sem agendas, sem expectativas, sem programas, sem nada... uma tarde que se junta ao elo de outras tardes iguais e se torna melhor por ser feita contigo.
O almoço, um improviso. Como de improviso seriam todas as coisas enfiadas nesta tarde. Apenas a rede na varanda, sustentando nossos corpos, nossa preguiça domada e leve, nossos sonhos levemente adormecidos, um abraço sossegado e duradouro, e todos os beijos entregues  com carinho e poesia.
Uma tarde sem preocupações com belos vestidos e chaneis, uma tarde nua e com seu cheiro de mulher acariciando meu corpo inteiro, apenas isso... apenas isso...

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

A ADAGA E A CARNE


Sinto sua falta!
Assim mesmo, sem prolixidade, sem sofisticações pirotécnicas no desespero, sem maiores cosméticos na dor, sem razões acadêmicas para explicar tamanhas saudades.
Tudo natural! Nu!
Tão verdadeiro quanto a alegria que sinto contigo por perto.
Entendes...
Proximidade, satisfação. Ausência, dor.
Equação de minha vida.

E falo nisso sem querer tapinhas nas costas, abraços solidários ou lenços nos cantos dos meus olhos.
Quero mesmo é beber no mesmo cálice dos sorrisos as lágrimas que me corroem agora.
Quero a alegria de estar ao seu lado.
Quero ainda que de um jeito insano a sua ausência.
Pois que contigo tudo é absoluto e intenso!
Não conheces meias medidas!
Se na presença, o corpo goza generoso cada instante; na ausência, o espírito purifica o sentimento de te amar plenamente.

Venha, venha então, linda flor do campo!
Pois quem te possuirá será um corpo corrompido de desejo, e o gozo será do mais puro e refinado amor!
Sei e sei demais pela consciência que este tempo me dá, que tua presença é carne; tua ausência, adaga. Ambas juntas é amor, esta ferida letal, pois quanto mais a adaga fere a carne, mais a carne quer sofrer.