domingo, 30 de agosto de 2009

Poema transgênico

Deus criou a natureza,
E a natureza era perfeita!

Deus criou o homem,
E o homem era perfeito!

E o homem por sua ação,
Tornou-se imperfeito!

O homem mexeu na natureza,
O homem criou nova natureza,
Como poderá ser ela perfeita?

PARA MULHERES SEM JUÍZO... E ENCANTADORAS!


Você pensa que a vida é fácil garota?
Que tudo é apenas um abrir e fechar
De olhos...
De pernas...
Que o desejo (seu desejo)
É o volante de teu destino,
Que te guia e conduz em meio
A afoitas gargalhadas e orgasmos?
A vida é para você como uma grande piada,
Uma longa anedota sem fim.
Você curte todos os momentos intensamente,
Entrega-se por completo a tudo e a todos,
E seu amor é como uma cegueira,
Que não lhe deixa ver nada à sua frente,
Ao seu redor.
Tudo em você é abstrato, baby!
Abstrato...
Seus sonhos...
Seus sorrisos...
Sua felicidade...
Nada é de verdade em você, garota!
Até quando seguiras assim...
As dificuldades numa ciranda...
Os problemas como bambolês...
Seu destino numa gangorra...
Ah, garota! Tu és surpreendente...
Safada...
Bela...
E surpreendente mesmo assim.
..


Em 07/02/1994
Ilustração: colhida a esmo, na WEB.

sábado, 29 de agosto de 2009

AS FLORES IRÃO TE DIZER...


Serão as flores
Que irão te dizer,
Ao bater do vento,
Quando o sol tocá-las
De mansinho.

Serão as flores
Que irão te dizer...

Ande tranqüila
Em direção ao horizonte.
Sinta a relva sob seus pés,
Deite-se...
Sinta toda a energia
Que vem do solo.

Serão as flores
Que irão te dizer...

E enquanto estiver no chão
Escute com atenção,
Pois será nessa hora
Que as flores irão te dizer:

“O quanto te amo!!!”
“O quanto te quero!!!”


Ilustração: Monet
FRAGMENTOS DO DIÁRIO NUNCA ESCRITO POR MIM

Por um momento, um lampejo de um momento, vi em seus lábios brilhar aquele antigo sorriso – inocente, puro, infantil. Mas, tudo isso durou apenas um momento, daí a pouco, estampava-se novamente em sua face, a fúria, a maledicência, a blasfêmia.
Senti saudades de um momento...

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

SONETO À SABEDORIA



Será que sei tudo?
Eu não sei tudo!
Porque se tudo soubesse,
Então saberia tudo!


Ah! Se eu soubesse mesmo tudo,
Importância não teria o saber nada.
O nada não se constrói com a ausência de tudo,
O nada se constrói com a ignorância cultivada.


Sabedoria! Renego o nada, persigo o tudo!
Sei que jamais saberei tudo,
Mas morrerei lutando contra o nada.


E por tudo o que sei leva-me saber,
Que quanto mais souber, menos saberei.
O saber é tudo! A mente um nada!

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

NOSSA BRIGA DE AMOR


Minha loucura histérica
De homem excitado,
Apaixonado.
Só encontra refugio
Quando te vejo
Ao meu lado!

Atiro-me em você
Suplicando teu corpo,
E você me rejeita,
Me mantém afastado!

Eu perco a cabeça
E com fervor
Mergulho em você!

Você grita.
Diz que sou tarado,
Que não quer,
Que estou fazendo
Tudo errado:
Se contorce,
Se debate,
Me esbofeteia
(tome, cara feia!!!)
Se faz de vítima,
E sou humilhado.

Mas você se entrega,
Nós fazemos amor...
E terminamos a briga
Assim...

Abraçados!!!
Agarrados!!!
Apaixonados!!!

UMA PAIXÃO CHAMADA PALMEIRAS!


Se me pedirem para registrar a data de nascimento deste grande amor, frustrarei todas as expectativas. Sim. Por que essa paixão nasceu em mim e permaneceu adormecida durante o tempo que passava do andar de gatinhas para o ereto. Então, em um belo dia de sol, com a brisa fresca beijando meu rosto, quando questionado sobre o clube do meu coração, tasquei sem quaisquer hesitações: PALMEIRAS!

Não posso negar que o nascimento desta revelação não deixou de trazer grandes surpresas. Meu pai sempre foi santista, daqueles que viram Pelé jogar e com o Rei conheceu o futebol e o que há de mais mágico neste esporte verdadeiramente tupiniquim. Mas com os amores que nascem com a gente não se discute, não se briga, e apesar da resistência e esforço paterno, minha paixão floresceu e criou sólidas e fortes raízes verdes em meu coração ainda juvenil.

Então fui crescendo, o amor sedimentando. Este sentimento alvi-esmeraldino resistiu à década perdida. Naqueles dias áridos de conquistas e grandes batalhas, saciava a minha sede bebendo no cálice do passado glorioso. Os adversários e seus cultos não me atemorizavam. Os santistas com Pelé; os corintianos, de Rivelino; os tricolores, com Leônidas – exorcizava a todos com Ademir da Guia, depois do Rei, o maior de todos.

Ademir, o maestro, a elegância, a alma da academia. Quantas e quantas vezes, embevecido na retórica, esbaldava-me no campo dos sonhos, narrando para meus amigos os lances de Ademir e Dudu, da Academia. Naqueles momentos, via os jogos que não assisti, comemorava os gols que não presenciei, chorava os campeonatos que não vi serem vencidos.

Algum tempo depois, na década de 90, os títulos voltaram com força total, as vitórias ululavam nos relvados de todo o País e o Mundo reconheceu novamente a força e o espírito vencedor deste gigante esmeralda.


Um dia, porém, alguém me disse que os grandes times se equivalem, não existe esta história de distinção. Infeliz, esta é a minha definição para este colega. Por que somente em parte esta sentença é verdadeira. Se fosse ele como eu contagiado por esta paixão chamada PALMEIRAS, saberia ele, como eu sei, que esta verdade é valida para todos os outros grandes clubes de nosso País, a exceção é o nosso Alviverde.

Para nós, os palmeirenses, a conquista é uma metáfora de nossa força. O vencer pelo vencer, é profano. A vitória pela vitória, é ufanismo. A conquista para o PALMEIRAS é feita primeiro com a alma, com o coração, para depois, ganhar os gramados e as durezas dos prélios.

Para nós, os palmeirenses, a honra, a coragem, o companheirismo, a humildade, a paixão, são sentimentos que vestem nossa conquista, seja ela qual for, em que País estejamos. Não existe para o PALMEIRAS, um título que possa ser contestado, porque já entramos na batalha vencendo, só partimos para o convencer definitivamente, nossos adversários e a nós próprios.

Porém não é sobre os tablados e os pódios, levantando troféus e taças que mostramos nossa grandiosidade. É nos momentos adversos, quando a derrota nos arremessa suas garras cruéis que nós mostramos o que é galhardia e honradez. Caímos, com a mesma honra com que conquistamos. Nossas lágrimas são sempre enxugadas com o respeito de nossos adversários. Suas vitórias são sempre antológicas, quando conquistadas conosco à frente da batalha. Somos sempre pioneiros, exemplo, referência, não há como falar de bom futebol, de magia, de espetáculos, sem que nosso nome não seja lembrado e proferido em vociferante som.

Que me perdoem todos os outros, grandes por sinal, sob a concepção trivial de um torcedor comum. Mas, para o torcedor do PALMEIRAS, grande tem outra dimensão, desgarrada da acepção da vitória, da conquista pura e simples. Grande, para o palmeirense, vincula-se estritamente a nossa paixão, ao nosso amor, a esta emoção que nos impulsiona e direciona nossas vidas no cotidiano; uma emoção que nos ensina a excelência em nossa conduta; uma emoção chamada PALMEIRAS!